Tentativa de recuperação do Célio de Barros esbarra na falta de recursos do governo 

No próximo ano, o Estádio Célio de Barros, localizado no Complexo do Maracanã, completará 50 anos, mas os dez últimos foram de total abandono. O debate para tentar recuperá-lo, porém, começou nesta segunda-feira (16/10) com uma audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Rio, pela Comissão de Esporte e Lazer.  Só que a solução esbarra…

No próximo ano, o Estádio Célio de Barros, localizado no Complexo do Maracanã, completará 50 anos, mas os dez últimos foram de total abandono. O debate para tentar recuperá-lo, porém, começou nesta segunda-feira (16/10) com uma audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Rio, pela Comissão de Esporte e Lazer.  Só que a solução esbarra em um problema crucial: a falta de recursos, dinheiro que o estado não tem e, pela forma como se posicionou o secretário estadual de Esportes e Lazer, Rafael Picciani, não terá em um futuro próximo.

“Estou aqui como ouvinte para tentarmos buscar uma solução. Nossa expectativa é muito positiva para encontrar um eixo de solução para o Célio de Barros e para sua manutenção, assim como de todo o cenário do atletismo no Rio”, frisou, dizendo que o governo tem interesse não apenas em reabilitar o Célio de Barros, mas também fortalecer o atletismo em outros equipamentos, como o Estádio Olímpico do Engenhão e as Vilas Olímpicas do Mato Alto, por meio de diálogo com a Prefeitura do Rio.

O projeto de recuperação do local já foi desenvolvido pela Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop-RJ). Os valores estão orçados em R$ 35 milhões e a obra duraria em média dois anos. Ou seja, o espaço completaria seus 50 anos ainda sem motivos para comemoração. O presidente da Comissão de Esporte e Lazer da Alerj, Carlinhos BNH (PP), tem procurado apoio. Há duas semanas, ele esteve reunido com o ministro do Esporte, André Fufuca, em Brasília, para iniciar um diálogo com o Governo Federal.

“É essencial que a gente estabeleça uma parceria dos governos Estadual e Federal. Estive com o ministro do Esporte, André Fufuca, e vou levar o projeto que está na Emop ao governador do Rio, com orçamento necessário. Precisamos reconstruir o estádio, mas também trabalhar para mantê-lo funcionando”, argumentou.

Presente na reunião, o presidente da Comissão Consultiva do Célio de Barros, Nelson Rocha, destacou a necessidade de buscar os recursos para viabilizar o projeto da Emop.

“Nossa comissão foi criada em agosto do ano passado pela própria comunidade do atletismo e por dirigentes que estão interessados na reabertura desse espaço tão importante para o atletismo brasileiro. Esse estádio é público, tem um interesse social e desportivo imensuráveis. A Emop fez um projeto sustentável, com acessibilidade para as pessoas com deficiência, então agora é a hora de partirmos para quem tem recursos para realizar as obras necessárias”, disse Rocha.

Participantes do debate, os ex-atletas olímpicos Robson Caetano e Arnaldo de Oliveira contaram que as medalhas nas Olimpíadas de 1996, em Atlanta, foram conquistadas devido a treinamentos promovidos no estádio. Além disso, Caetano chamou a atenção para a ótima localização do equipamento e para o papel social do atletismo.

“Não dá para imaginar os jogos olímpicos sem atletismo. E essa pista de atletismo pode ser acessada por trem, metrô, ônibus; além de ter proporcionado uma vida melhor a tantos jovens. O esporte fez isso por mim”, contou Caetano.

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