Deputado pede minuto de silêncio pela morte de vereador e cobra empenho na investigação

Carlinhos BNH pede empenho das autoridades nos moldes da investigação do caso Marielle Franco

A morte do vereador de Nova Iguaçu Maninho de Cabuçu (MDB) repercutiu na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro nesta terça-feira (28), onde parlamentares cobraram rigor na apuração do caso. O deputado estadual Carlinhos BNH (PP) levou o tema ao plenário, pediu um minuto de silêncio em homenagem ao vereador e solicitou prioridade nas investigações.

Maninho morreu na quinta-feira (23), aos 58 anos, após não resistir aos ferimentos provocados por um ataque a tiros ocorrido no dia anterior, na Baixada Fluminense. Ele havia sido baleado na região das costas, passou por cirurgia de emergência e estava internado em estado grave no Hospital Geral de Nova Iguaçu.

Ataque e morte

O atentado ocorreu no bairro de Cabuçu, onde o vereador mantinha atuação política. Segundo informações médicas, ele deu entrada na unidade hospitalar com perfuração por arma de fogo na região lombar e precisou ser submetido a procedimento cirúrgico. Após os primeiros socorros em uma unidade de pronto atendimento, foi transferido para o hospital, onde permaneceu no centro de terapia intensiva.

Apesar dos esforços da equipe médica, o parlamentar não resistiu aos ferimentos. O caso, inicialmente registrado na 56ª Delegacia de Polícia, passou a ser investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense após a confirmação da morte. A principal linha de investigação é de homicídio, e não há informações oficiais sobre autoria ou motivação.

Cobrança por investigação

Durante o discurso, Carlinhos BNH destacou a gravidade do episódio e afirmou que o caso exige apuração rigorosa. Ele também pediu que as investigações tenham o mesmo nível de empenho adotado em casos de grande repercussão nacional, como o da vereadora Marielle Franco. O parlamentar ressaltou a importância de garantir respostas às circunstâncias do crime.

O deputado solicitou um minuto de silêncio no plenário e afirmou que o episódio representa não apenas a perda de um representante político, mas também um impacto direto sobre familiares e a comunidade.

Repercussão institucional

O presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), informou que acionou a cúpula da segurança pública após tomar conhecimento do caso. Ele afirmou que manteve contato com a Polícia Civil e destacou que se trata de um representante eleito pelo voto popular.

Maninho de Cabuçu era conhecido por sua atuação em áreas como educação, saúde e segurança pública em Nova Iguaçu, especialmente na região de Cabuçu. Vereadores do município informaram que estão mobilizados para prestar apoio à família e acompanhar o andamento das investigações.

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