A mudança no comando da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, com a exoneração de Cláudia Mello e a nomeação de Ronaldo Damião pelo governador em exercício, Ricardo Couto, repercutiu na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (28). Durante a sessão, o deputado Thiago Rangel (Avante) fez duras críticas à condução da pasta e direcionou ataques ao deputado federal Dr. Luizinho (PP-RJ).
Segundo Rangel, a saída da secretária representa uma mudança necessária na gestão da saúde estadual. Ele afirmou que tentou, sem sucesso, obter informações e diálogo com a pasta ao longo dos últimos meses, especialmente sobre demandas de municípios do interior.
Críticas à gestão anterior
Durante o discurso, o parlamentar reclamou da atuação de Cláudia Mello e associou a condução da secretaria ao deputado federal. “O deputado federal Dr. Luizinho, que de fato era o secretário, porque ela era, na verdade, nada mais e nada menos que uma marionete do Dr. Luizinho”, afirmou.
Rangel também acusou a gestão de favorecer determinados municípios na distribuição de recursos. Ele disse que pretende encaminhar contratos que considera suspeitos ao Ministério Público para apuração.
Acusações e episódio citado
O deputado também citou o episódio de contaminação por HIV em órgãos destinados a transplantes, que teve ampla repercussão em 2024, ao criticar a condução da área da saúde. Na ocasião, foi divulgado que seis pacientes que estavam na fila da Secretaria Estadual de Saúde receberam órgãos contaminados pelo vírus.
“É sabido por todos que, inclusive, uma empresa vinculada a um parente do nobre deputado transmitiu o vírus do HIV para algumas pessoas”, declarou. Em tom crítico, acrescentou: “Infelizmente, não tem outro nome a se dar senão o Dr. Luizinho ser um criminoso irresponsável”.
Repercussão política
As declarações ocorreram no contexto da reestruturação da Secretaria de Saúde. O parlamentar também cobrou maior atenção aos municípios do interior e criticou a distribuição de recursos, mencionando acordos que, segundo ele, não teriam sido cumpridos.
Ao final, Rangel afirmou que continuará acompanhando os contratos da área e reforçou a intenção de manter a fiscalização sobre a gestão da saúde no estado.





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