A repercussão do curso de masculinidade “O Farol e a Forja”, idealizado pelo ator Juliano Cazarré, ganhou caráter político e chegou a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O deputado estadual Rodrigo Amorim (PL) apresentou propostas relacionadas ao tema, que passaram a tramitar na Casa nesta semana. A informação é da colunista Fábia Oliveira, do Metrópoles.
Entre as iniciativas, está a concessão da Medalha Tiradentes ao ator e a apresentação de um pedido para declarar o humorista Fábio Porchat persona non grata no estado. As propostas surgem após a troca de manifestações públicas envolvendo o curso e comentários feitos nas redes sociais.
Tramitação e argumentos
O pedido de repúdio a Porchat deve ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça da Alerj. Na justificativa, o deputado argumenta que o humorista teria feito declarações consideradas desrespeitosas, tanto em relação ao curso quanto ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o parlamentar, as manifestações teriam ultrapassado o campo da crítica e atingido valores institucionais. Ele sustenta que a medida busca registrar posicionamento político diante do episódio.
Homenagem e repercussão
Já a proposta de homenagem a Cazarré destaca a atuação do ator no debate público. De acordo com o deputado, o artista tem se posicionado em temas relacionados a valores familiares e liberdade religiosa, o que, na avaliação dele, justifica o reconhecimento.
A controvérsia ganhou visibilidade após a divulgação, por Cazarré, de conteúdos ligados ao curso, que aborda temas como liderança, espiritualidade e papéis sociais dos homens. A repercussão aumentou com a publicação de um vídeo por Porchat, no qual o humorista ironiza a iniciativa.
As propostas apresentadas na Alerj devem seguir o trâmite regimental nas comissões antes de eventual votação em plenário.






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