Um tumulto marcou o fim da tarde desta segunda-feira (08) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), após o deputado Renan Jordy (PL) ser acusado de agredir um bombeiro civil que participava do resgate de um grupo preso em um elevador que apresentou pane pouco depois da sessão que revogou a prisão de Rodrigo Bacellar (União Brasil)
De acordo com testemunhas, o elevador permaneceu cerca de 15 minutos parado, com deputados e assessores no interior da cabine. Entre os presentes estavam Sarah Pôncio (SDD), Lilian Behring (PCdoB) e o próprio Jordy. Após o chamado à Defesa Civil da Alerj, um bombeiro foi acionado para abrir a porta manualmente e permitir a saída do grupo. Assista:
A cena seguinte gerou espanto entre quem acompanhava o resgate. Jordy teria deixado o elevador visivelmente alterado, sem camisa, suado e reclamando do tempo em que ficou preso. Nesse momento, segundo relatos, o deputado desferiu um soco no peito do bombeiro responsável pela liberação da porta, causando indignação imediata.
Reação no plenário
Minutos depois, o assunto repercutiu no plenário. Os deputados Renata Souza e Flávio Serafini, ambos do PSOL, comentaram o episódio e defenderam que a Casa tome providências. Renata informou que apresentará uma representação para que a suposta agressão seja formalmente apurada.
O tumulto ocorreu cerca de 20 minutos após a sessão que revogou a prisão de Rodrigo Bacellar, marcada por forte tensão política e robusto esquema de segurança.
Ao ser questionado sobre o ocorrido, Renan Jordy negou ter agredido o bombeiro e afirmou que apenas saiu do elevador em forte estado de ansiedade após, segundo ele, ficar cerca de 20 minutos preso com 13 pessoas.
“Eu não agredi ninguém. Um calor infernal e eu tenho crise de ansiedade e claustrofobia. Saí com sintomas naturais disso tudo. Um acidente apenas”, disse o parlamentar.
O deputado Jordy divulgou uma nota oficial com sua versão dos fatos:
NOTA OFICIAL
Circula a acusação de que eu teria agredido um bombeiro após ficar preso em um elevador na Alerj.
Repito com toda a serenidade e firmeza: isso é falso.
Estávamos 13 pessoas confinadas por cerca de 20 minutos em um elevador parado, sob um calor sufocante. Tenho crise de ansiedade e claustrofobia, e saí do local apresentando os sintomas naturais dessas condições — falta de ar, tontura e desorientação momentânea.
Não houve agressão, não houve desrespeito, não houve sequer discussão. Foi apenas um acidente em uma situação extrema.
Sou, e sempre fui, um defensor fiel das instituições de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro e dos seus agentes:
– Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ)
– Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ)
– Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ)
Inclusive, recentemente destinei R$ 200 mil em emendas parlamentares para fortalecer o Corpo de Bombeiros Militar de Niterói, porque reconheço o valor, o sacrifício e a importância de cada profissional que arrisca a própria vida para salvar outras.
O que acontece agora é aquilo que já conhecemos: a esquerda age de forma maldosa, distorcendo fatos para tentar me difamar.
Mas deixo claro — não vou permitir que isso aconteça.
Meu compromisso é com a verdade, com o povo do Rio de Janeiro e com as instituições que protegem nossas famílias.
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