A deputada estadual Marina do MST (PT) protocolou, na quarta-feira(03), uma representação no Ministério Público do Rio de Janeiro pedindo a apuração de eventuais irregularidades nos investimentos realizados pela Cedae no Banco Master, instituição que teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro.
O caso envolve valores de grande porte e gerou preocupação entre parlamentares sobre o risco ao patrimônio da companhia. De acordo com o documento apresentado ao MPRJ, a Cedae teria aplicado cerca de R$ 224 milhões no Banco Master, com estimativas que apontam para cifras entre R$ 230 milhões e R$ 255 milhões.
Com a liquidação extrajudicial, os resgates foram bloqueados imediatamente. A deputada solicita que o Ministério Público verifique a legalidade das operações, os critérios utilizados na decisão de investir e se houve falhas de governança na gestão dos recursos.
Marina afirma que os valores aplicados superam o limite coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos e, portanto, não contam com proteção para a maior parte do montante.
Para ela, é necessário esclarecer se a operação representou risco ao patrimônio público e se há eventual responsabilidade administrativa. A representação também questiona quem autorizou as aplicações e quais parâmetros técnicos embasaram essas decisões.
Atuação de outros parlamentares
O deputado Flávio Serafini também levou o caso ao Ministério Público Federal, ampliando o alcance institucional da apuração. A iniciativa reforça a preocupação na Assembleia Legislativa sobre o destino dos recursos da empresa estadual.
A deputada destacou, em sua justificativa, que a Constituição e a legislação de proteção ao patrimônio público atribuem ao Ministério Público o dever de investigar situações que possam comprometer bens e interesses coletivos. Segundo ela, a apuração é necessária para garantir transparência e segurança no uso dos recursos administrados pela companhia.






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