O senador Sergio Moro (PL) oficializou nesta sexta-feira (29) sua pré-candidatura ao Governo do Paraná em um evento realizado em Curitiba que também serviu para consolidar sua reaproximação com a família Bolsonaro. Ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Moro fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e elogiou a articulação do parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
O encontro reuniu lideranças da direita nacional e ocorreu em meio às movimentações para as eleições de 2026, quando Moro pretende disputar o comando do Palácio Iguaçu.
Elogios a Flávio
Durante seu discurso, Moro afirmou que Flávio Bolsonaro teve coragem ao defender, junto ao governo do presidente Donald Trump, medidas contra as duas maiores facções criminosas do Brasil.
Segundo o senador paranaense, a iniciativa representou um avanço importante no combate ao crime organizado e demonstrou capacidade de articulação internacional.
Moro classificou o resultado como “extraordinário” e afirmou que Flávio conseguiu convencer o governo norte-americano a adotar uma medida que, segundo ele, tem potencial para ampliar o enfrentamento às organizações criminosas.
Críticas ao governo Lula
O evento também foi marcado por críticas ao presidente Lula.
Flávio Bolsonaro afirmou que o governo brasileiro teria atuado para evitar que PCC e Comando Vermelho fossem enquadrados como organizações terroristas pelos Estados Unidos. A declaração ocorreu após o anúncio feito pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, sobre a inclusão das facções na lista.
As manifestações reforçaram o discurso de oposição adotado pelos dois parlamentares e deram o tom político do ato realizado na capital paranaense.
Reaproximação com os Bolsonaro
A presença de Flávio Bolsonaro ao lado de Sergio Moro simbolizou mais um capítulo da reaproximação entre o ex-ministro da Justiça e o grupo político liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
A relação entre os dois foi marcada por fortes desgastes desde 2020, quando Moro deixou o governo federal acusando Bolsonaro de tentar interferir na Polícia Federal. Na época, o então presidente rebateu as acusações e passou a fazer críticas públicas ao ex-juiz da Operação Lava Jato.
Nos anos seguintes, Moro também fez ataques à família Bolsonaro, inclusive durante sua tentativa de construir uma candidatura presidencial em 2021.
Apesar do histórico de conflitos, a aproximação voltou a ocorrer durante a campanha eleitoral de 2022, quando Moro declarou apoio à reeleição de Bolsonaro contra Lula.
Segurança pública no centro do discurso
Ao defender a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, Moro relembrou sua atuação à frente do Ministério da Justiça e afirmou que as ações adotadas durante o governo Bolsonaro colocaram integrantes da gestão na mira das facções criminosas.
Segundo ele, tanto Jair Bolsonaro quanto Flávio Bolsonaro passaram a ser alvos potenciais desses grupos por defenderem medidas de endurecimento no combate ao crime organizado.
Olho em 2026
Além de lançar sua pré-candidatura ao Governo do Paraná, o evento serviu para reunir nomes que devem disputar cargos importantes nas eleições de 2026.
Também participaram do encontro o ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo), apontado como pré-candidato ao Senado, o deputado Filipe Barros (PL), o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o prefeito de Foz do Iguaçu, general Joaquim Silva e Luna.





Deixe um comentário