Defesa de Flávio Bolsonaro pede prisão de servidor da Secom por post de Nossa Senhora

Secom afirmou que a repostagem ocorreu em perfil pessoal do servidor, fora do horário de trabalho e sem utilização de recursos públicos

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A defesa do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) protocolou neste sábado (26) uma queixa-crime na Justiça Eleitoral contra George Marques da Silva, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

Os advogados pedem a prisão preventiva do servidor, além de busca e apreensão e preservação do conteúdo publicado em seu perfil na rede social X.

A ação foi apresentada após George repostar uma mensagem relacionada ao boato de que Flávio apoiaria uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A informação já está desmentida pela campanha do candidato e também pelo próprio senador.

Na petição, a defesa anexou a imagem de uma publicação compartilhada pelo servidor. O texto dizia: “Parem de divulgar retratação. Deixem o assunto rolar. Eles fizeram isso em outras eleições e quase nos ferram. Inclusive com a ajuda de uma TV (Jovem Pan). Continuem compartilhando que Nossa Senhora foi atacada, precisa chegar no interior do Nordeste, no interior do Norte”.

Os advogados afirmam que a conduta do servidor pode configurar crimes eleitorais e comuns, como divulgação de fatos sabidamente inverídicos, incitação ao crime e associação criminosa. Por isso, solicitaram medidas cautelares urgentes à Justiça Eleitoral.

O que diz a Secom?

Em nota, a Secom afirmou que a repostagem ocorreu em perfil pessoal do servidor, fora do horário de trabalho e sem utilização de recursos públicos. O órgão também criticou a iniciativa da campanha de Flávio e classificou como inadequada a tentativa de responsabilizar o governo federal pela manifestação individual do funcionário.

“É importante esclarecer que, ao atribuir ao Governo Federal a responsabilidade por uma republicação realizada pelo senhor George Marques, o candidato distorce os fatos e ignora deliberadamente que a manifestação ocorreu em caráter estritamente pessoal, por meio de perfil particular, fora do horário de expediente e com a utilização de equipamento próprio”, afirmou a secretaria.

O pedido apresentado pela defesa de Flávio ainda será analisado pela Justiça Eleitoral. Até o momento, não há decisão sobre as medidas solicitadas.

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