Um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro autorizou a construção de empreendimentos considerados de utilidade pública em áreas de cavernas e permitiu a destruição mesmo daquelas que os órgãos ambientais classificam como de relevância máxima.
No subterrâneo de regiões de todo o país está um ambiente desconhecido pela maior parte da população, mas de grande importância para a história da humanidade e para a diversidade da vida.
Os pesquisadores chamam a atenção para a necessidade de proteção dessas cavernas. Numa dessas cavidades, é que foi localizado o crâno de Luzia, o mais antgo fóssil humano encontrado nas Américas.
“Elas guardam uma história dos nossos antepassados, das espécies que viveram no passado em nosso país, e também diversas espécies que são exclusivamente encontradas nesses ambientes. Elas também acabam contendo espécies que têm grande importância ambiental, por exemplo, morcegos. Eles predam insetos que podem ser pragas agrícolas, eles polinizam diversas sementes”, explica Rodrigo Lopes Ferreira, coordenador do Centro de Estudos em Biologia Subterrânea da Universidade Federal de Lavras.
Hoje, são mais de 21,5 mil cavernas conhecidas no Brasil. O maior número delas fica em Minas Gerais.
Mas a comunidade científica está preocupada com o futuro desses ambientes. Os especialistas afirmam que as cavernas estão ameaçadas com a assinatura do decreto do governo federal que autoriza a construção de empreendimentos considerados de utilidade pública em cavidades naturais.
O decreto assinado na quarta-feira (12) pelo presidente Jair Bolsonaro revoga a regra de que cavernas classificadas com o grau de relevância máximo não podem sofrer impactos irreversíveis.






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