A disputa pelo comando do Rio de Janeiro ganhou um nova briga com a reação do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Planalto, que cobrou publicamente o Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira (24) após a decisão que manteve o governo interino no estado.
A manifestação ocorreu depois que o ministro Cristiano Zanin afirmou que a eleição do deputado Douglas Ruas para a presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro não altera o entendimento da Corte.
Em publicação nas redes sociais, Flávio Bolsonaro direcionou críticas ao presidente do STF, Edson Fachin.
“A Constituição se cumpre” e “eleição se resolve no voto, não na canetada”, escreveu o parlamentar, ao defender que a definição sobre o comando do estado deve ocorrer por meio de processo eleitoral.
O senador também afirmou que o Rio de Janeiro “não merece” interferências que, segundo ele, possam gerar dúvidas sobre a atuação da Corte.
Decisão mantém governo interino
A decisão de Cristiano Zanin reforçou o entendimento de que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, deve permanecer como governador em exercício até a conclusão do julgamento no STF.
O ministro destacou que a mudança no comando da Alerj tem efeitos internos, mas não altera automaticamente o cenário jurídico definido anteriormente pelo Supremo.
Segundo ele, a situação atual decorre de decisão colegiada da Corte, o que impede alterações imediatas por decisões individuais.
Impasse jurídico continua
O debate sobre a sucessão no Executivo fluminense segue em aberto e deve ser definido pelo plenário do STF.
Nos bastidores, aliados de Douglas Ruas avaliam que ainda há margem para reverter o cenário. A principal tese jurídica apresentada pela Alerj — sobre a linha sucessória — ainda não foi analisada pelo ministro Luiz Fux.
A expectativa é de que esse ponto seja examinado antes da decisão final da Corte.
Disputa política se intensifica
A reação de Flávio Bolsonaro ocorre em meio ao aumento da tensão política no estado, com diferentes grupos defendendo interpretações distintas sobre o processo sucessório.
Enquanto isso, Douglas Ruas adotou um tom mais cauteloso e afirmou que “respeita a decisão”, aguardando o julgamento definitivo.
A eleição de Ruas para a presidência da Alerj também é alvo de contestação no STF, o que adiciona mais um elemento de incerteza ao cenário.
O desfecho do caso deve definir não apenas quem comandará o governo do Rio nos próximos meses, mas também o modelo de eleição — direta ou indireta.






Deixe um comentário