CPI das Câmeras convocará major da PM citado em troca de mensagens com criminoso

CPI das Câmeras convoca major da PM citado em troca de mensagens com criminoso

O presidente da CPI das Câmeras da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Alexandre Knoploch (PL), anunciou que o major da Polícia Militar Ulisses Estevam será convocado para prestar depoimento à comissão.

O oficial é citado em um relatório da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), que embasou a megaoperação realizada na última terça-feira e que resultou em 121 mortes nas comunidades da Penha e do Alemão.

De acordo com o documento, a partir da quebra do sigilo telefônico de Washington César Braga da Silva, conhecido como Grandão e apelidado de “síndico da Penha”, a polícia teve acesso a uma troca de mensagens em que o policia teria pedido ajuda para recuperar um carro roubado.

A conversa, reproduzida no relatório da DRE, mostra major enviando a foto de um veículo e escrevendo: “Preciso recuperar. Carro do 01. Esse eu tenho que resolver”.

Segundo a investigação, após o pedido, Grandão adicionou administradores de um grupo chamado “CPX da Penha” para localizar o automóvel, que havia sido roubado em 26 de abril do ano passado e recuperado três dias depois.

Knoploch fala em “sistema doente”

Ao comentar o caso, o deputado Alexandre Knoploch afirmou que as informações reforçam as apurações da CPI das Câmeras sobre a relação entre policiais e o crime organizado.

“As informações confirmam exatamente o que temos apurado na CPI das Câmeras: oficiais negociando com o crime organizado, trocando mensagens com facções e intermediando resgates de carros roubados. É o retrato do sistema doente que estamos enfrentando — um esquema que mistura poder, dinheiro e corrupção, colocando a vida de policiais honestos e da população em risco”, disse o parlamentar.

Knoploch garantiu que o major será chamado para detalhar como o esquema funcionava.

“Nós não vamos recuar. Esse major, assim como outros já citados, será convocado para depor e explicar detalhadamente como funciona essa engrenagem criminosa. A CPI vai até o fim. Nenhum envolvido será poupado. A sociedade precisa saber a verdade — e o nosso trabalho é garantir que ela venha à tona”, disse

Comissão suspende prazo para organizar documentos

Na quinta-feira (30/10), os membros da CPI das Câmeras comunicaram à Presidência da Alerj a suspensão do prazo de funcionamento da comissão entre 27 de outubro e 10 de novembro.

O objetivo é permitir a organização da grande quantidade de documentos e dados já recebidos, antes da elaboração do relatório final. A comissão já teve seu prazo de funcionamento prorrogado por mais 60 dias, conforme aprovação em plenário no último dia 21.

O pedido foi assinado por Alexandre Knoploch, presidente da CPI, pelo vice-presidente Marcelo Dino, pelo relator Filippe Poubel e pelos deputados Rodrigo Amorim, Luiz Paulo, Alan Lopes, Renan Jordy, Professor Josemar e Sarah Poncio.

A CPI apura, entre outros pontos, o envolvimento de associações de proteção veicular e facções criminosas em esquemas de intermediação para a devolução de veículos roubados mediante pagamento. O coleg

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading