Um major da Polícia Militar pediu ajuda ao traficante Washington César Braga da Silva, o Grandão ou Síndico da Penha, para tentar recuperar um carro roubado. As informações estão no relatório da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), que serviu de base para a megaoperação na última terça-feira (28).
Na troca de mensagens obtida pelos investigadores, o major Ulisses Estevam envia uma foto do veículo a Grandão e informa que está no Morro da Fé, na Penha.
“Preciso recuperar. Carro do 01. Esse eu tenho que resolver”, escreveu o policial.
Cargo ativo
O oficial segue ativo na corporação, com o posto de major. Documentos internos aos quais o Extra teve acesso mostram que, no início de outubro, ele estava lotado como gestor estratégico da 5ª UPP/23º BPM, responsável pela área da Rocinha, e recebeu R$ 26.667,24 no último mês.
Após o pedido, Grandão acionou administradores de um grupo chamado “CPX da Penha”, pedindo que localizassem o automóvel. O veículo havia sido roubado em 26 de abril de 2024 e foi encontrado três dias depois, em 29 de abril.
Procurada, a PM não comentou o caso. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
Planilhas do tráfico
Fotos e planilhas apreendidas mostram a contabilidade do tráfico. Em uma das imagens, obtida do celular de um gerente do Complexo do Alemão, há uma lista de despesas que soma R$ 39 mil.

De acordo com a DRE, os alvos da operação fazem parte da estrutura hierárquica do tráfico no Complexo da Penha.
Quem dita as regras é Edgard Alves de Andrade, o Doca ou Urso. Seguido por Pedro Paulo Guedes, o Pedro Bala, Carlos Costa Neves, o Gadernal, e Washington César Braga da Silva, o Grandão. Os dois últimos atuam como gerentes.






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