‘O último passeio de metade da minha família’: parente se despede de vítimas de queda de helicóptero no Rio

Colombiano perdeu a mãe, a irmã e a sobrinha no acidente; ele faria o mesmo passeio, mas estava previsto para embarcar no voo seguinte

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Um parente das três colombianas que morreram na queda de um helicóptero no Rio de Janeiro publicou nas redes sociais fotos da viagem da família e uma homenagem às vítimas. Ele também faria o passeio turístico pela cidade, mas embarcaria no voo seguinte e, por isso, não estava na aeronave que caiu na manhã deste sábado (8), em uma área de mata próxima à Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista.

As vítimas eram Rocio, Wendy e Sofia, integrantes de três gerações da mesma família: avó, mãe e filha. A viagem ao Brasil havia sido planejada para celebrar os 15 anos de Laura, filha de Victor, que também estava previsto para fazer o passeio de helicóptero posteriormente.

Homenagem nas redes sociais

Na publicação, o colombiano compartilhou registros da viagem e lamentou a perda de três pessoas próximas. Em espanhol, escreveu: “Obrigado, Deus, por permitir que minha família conhecesse o quanto este mundo é bonito e agora dar a elas a oportunidade de conhecer a beleza do paraíso”.

Em outra mensagem, ele se despediu da mãe, da irmã e da sobrinha: “Minha irmãzinha, minha mãe e minha sobrinha! Vou amá-las para sempre nesta vida e na outra.”

O familiar também agradeceu às autoridades e às pessoas que prestaram apoio após o acidente, tanto no Brasil quanto na Colômbia. “Obrigado a todas as autoridades e pessoas que, de forma desinteressada, têm nos acompanhado neste lindo país, Brasil, e na Colômbia, e nos feito sentir o quanto elas eram queridas”, afirmou.

Acidente matou quatro pessoas

O helicóptero, um Robinson R44, realizava um passeio turístico quando caiu em uma região de mata próxima à Vista Chinesa. Além das três colombianas, o piloto Alessandro Rocha morreu no acidente. Ele deixou mulher e dois filhos.

O Corpo de Bombeiros foi acionado às 11h11. Os destroços foram localizados em uma área íngreme e de difícil acesso. Após atingir a encosta, a aeronave explodiu, e o combustível provocou um incêndio na vegetação.

Os quatro ocupantes morreram carbonizados. Cerca de 40 militares, 11 viaturas e quatro unidades operacionais participaram do atendimento à ocorrência.

Perícia deve apontar causas da queda

De acordo com o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, a inclinação do terreno e a presença de áreas de precipício dificultaram o acesso das equipes ao local. Os militares precisaram utilizar técnicas de corda e equipamentos de segurança para chegar aos destroços.

O incêndio provocado pela queda foi controlado pelos bombeiros. A Polícia Civil e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram acionados para realizar a perícia e investigar as circunstâncias que levaram à queda da aeronave.

A tragédia interrompeu uma viagem que tinha como objetivo reunir a família no Rio de Janeiro para uma celebração. Para os parentes, ficaram as lembranças dos últimos momentos compartilhados no Brasil e os registros da viagem que, inicialmente, deveria ser marcada apenas por comemorações.

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