CPI das Câmeras tem prazo prorrogado e promete relatório robusto até dezembro

Comissão ganha mais 60 dias para concluir relatório que apura suspeitas de irregularidades em contratos e supostos pagamentos a criminosos

A CPI das Câmeras da Assembleia Legislativa (Alerj) ganhou mais 60 dias de trabalho. O requerimento solicitando a prorrogação foi aprovado no plenário do Parlamento nesta terça-feira (21). O prazo inicial para encerramento das atividades terminaria na quinta-feira (22), mas os deputados decidiram ampliar o período até dezembro para aprofundar as investigações.

Instalada em junho, a comissão foi criada para apurar a atuação de empresas privadas de segurança e monitoramento eletrônico que, segundo as denúncias, se beneficiariam da insegurança no estado. Entre os alvos estão companhias de câmeras e associações de proteção veicular suspeitas de irregularidades em contratos públicos, pagamentos a criminosos, envolvimento de agentes de segurança e sonegação de impostos.

Comissão quer concluir relatório até dezembro

O presidente da CPI, deputado Alexandre Knoploch (PL), afirmou que ainda há grande volume de informações sob análise, especialmente oriundas da quebra de sigilos bancários. “Vou disponibilizar as informações que já temos a todos os integrantes do colegiado para que possamos nos debruçar nos relatórios. Já estamos com material robusto para elaborarmos o relatório final e encaminharmos as denúncias à Justiça”, declarou o parlamentar.

Além de Knoploch, integram a comissão os deputados Marcelo Dino (União), vice-presidente; Filippe Poubel (PL), relator; Luiz Paulo (PSD); Professor Josemar (PSOL); Rodrigo Amorim (União); Alan Lopes (PL); Renan Jordy (PL); Thiago Rangel (PMB) e Sarah Pôncio (SDD).

Foco em roubos de veículos e contratos de monitoramento

Nas últimas semanas, a CPI intensificou as oitivas e diligências para apurar esquemas de roubo de veículos e cargas envolvendo associações de proteção veicular. O grupo ouviu o cantor Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, o MC Poze, sobre o roubo e a rápida recuperação de seu carro.

Os parlamentares também estiveram no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, onde colheram depoimentos de cinco detentos presos por envolvimento nesses crimes. Em reunião no dia 22 de setembro, a CPI determinou a prisão de dois empresários: Sérgio David, da Associação Rio Ben Benefícios, e Thiago Menezes, presidente da empresa Êxodos, ambos suspeitos de participação nos esquemas investigados.

Irregularidades em empresas de câmeras

A comissão também ouviu representantes de empresas de câmeras de segurança, como a Gabriel Tecnologia. Em reunião realizada no dia 11 de agosto, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento informou que a empresa tem até o fim do ano para retirar mais de 400 câmeras instaladas em vias públicas do Rio, após constatação de irregularidades como obstrução de calçadas e interferência em áreas públicas.

Com a prorrogação do prazo, a CPI das Câmeras deve concentrar os próximos dois meses na conclusão do relatório e no encaminhamento das denúncias ao Ministério Público e demais órgãos de controle até o fim de dezembro.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading