A Conmebol anunciou, neste domingo, punições ao Cerro Porteño após o caso de racismo contra o atacante Luighi, do Palmeiras, durante partida da Libertadores Sub-20. O clube paraguaio foi multado em 50 mil dólares (cerca de R$ 288 mil) e terá que disputar seus jogos no torneio com portões fechados. Além disso, foi determinada a publicação de uma campanha de conscientização contra o racismo em suas redes sociais ao longo da competição.
O Palmeiras havia solicitado a exclusão do Cerro Porteño do torneio, mas o pedido não foi atendido. O clube paraguaio tem até sete dias para recorrer da decisão.
O caso de racismo na Libertadores Sub-20
O episódio ocorreu na última quinta-feira, quando o Palmeiras enfrentava o Cerro Porteño. Um torcedor, segurando uma criança no colo, foi flagrado imitando um macaco em direção ao meia Figueiredo, que saía de campo. Pouco depois, Luighi relatou ter sido chamado de “macaco” por torcedores adversários.
Abalado, o atacante chorou no banco de reservas e desabafou na entrevista pós-jogo.
— Vocês não vão perguntar sobre o ato de racismo que ocorreu comigo hoje? Até quando vamos passar por isso? Isso é crime! — questionou Luighi, indignado com a falta de reação imediata ao ocorrido.
Reações e apoio a Luighi
O Palmeiras manifestou apoio aos seus jogadores e prometeu levar o caso às últimas instâncias para responsabilizar os envolvidos. Clubes da Série A do Brasileirão e o atacante Vini Jr., do Real Madrid, também se solidarizaram com Luighi e cobraram medidas rígidas contra o racismo.
A Conmebol divulgou um comunicado repudiando os atos e reforçou seu compromisso em adotar “medidas disciplinares” para combater esse tipo de comportamento no futebol sul-americano.
Com informações de O Globo
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