A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) manifestou sua posição firme em relação ao caso de racismo ocorrido durante a partida entre Palmeiras e Cerro Porteño, na última quinta-feira, no Estádio Gunther Vogel, em San Lorenzo. Os jogadores do Palmeiras, Luighi (foto) e Figueiredo, foram alvo de insultos racistas por parte de torcedores paraguaios. Em resposta, a CBF, após diálogo com a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, protocolou um pedido de punição à Conmebol, solicitando a exclusão do clube paraguaio da competição.
Nesta sexta-feira, a CBF encaminhou um documento de 29 páginas à Conmebol, destacando a importância de uma resposta rigorosa a este incidente. O texto, elaborado pelas Diretorias Jurídica e de Governança e Conformidade, pede tolerância zero contra atos discriminatórios e uma severa punição aos torcedores e ao Cerro Porteño. Além disso, a CBF enviou a denúncia à Fifa, buscando apoio para garantir que as punições sejam efetivas e contundentes.
“Basta de multas que não levam a nada”, diz presidente da CBF
O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, destacou a necessidade de medidas drásticas: “O que a gente espera da Conmebol é rigor. Basta de racismo e de multas que não levam a nada. Queremos punições esportivas”. No documento, a CBF afirma que o futebol deve ser um espaço de igualdade e respeito, e que as sanções ao Cerro Porteño não são apenas questões legais, mas também morais e institucionais.
“Não é a primeira vez que esse clube ataca nossos atletas”, diz Leila
Leila Pereira, em declarações após a vitória do Palmeiras sobre o Cerro Porteño por 3 a 0, também se manifestou de forma contundente. Ela revelou que tentativas de contato com a Conmebol não foram bem-sucedidas e reafirmou que a exclusão do clube paraguaio será solicitada, devido à reincidência em atos racistas. “Não é a primeira vez que esse clube ataca nossos atletas e nossos torcedores. Vamos até as últimas instâncias para que os racistas e criminosos sejam punidos de forma exemplar”, afirmou.
Além disso, Leila destacou que o departamento jurídico do Palmeiras está colaborando com a CBF para elaborar um pedido de punição robusto. “Se não resolver na Conmebol, vamos levar o caso à Fifa”, concluiu a presidente do Palmeiras.
Com informações de O Globo
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