O Palmeiras manifestou insatisfação com as punições aplicadas pela Conmebol ao Cerro Porteño após o episódio de racismo na Libertadores Sub-20. A entidade multou o clube paraguaio em 50 mil dólares (cerca de R$ 288 mil) e determinou que jogasse com portões fechados, mas o time paulista considera as penalidades insuficientes. Em nota oficial, o clube classificou as sanções como “penas inócuas diante da gravidade dos fatos” e reforçou a necessidade de medidas mais severas para coibir a discriminação racial no futebol sul-americano.
O Palmeiras informou que recorrerá às entidades máximas do futebol mundial para exigir punições mais rígidas e transformar o futebol da América do Sul em um ambiente de “tolerância zero ao racismo”. A presidente do clube, Leila Pereira, já havia se posicionado de forma contundente, solicitando a exclusão do Cerro Porteño da competição, pedido que não foi acatado pela Conmebol.
— Vamos até as últimas instâncias para que os racistas sejam punidos exemplarmente. Esse clube já teve episódios semelhantes contra nossos jogadores e torcedores em 2022 e 2023. É inadmissível que continue impune — afirmou Leila.
O episódio ocorreu na última quinta-feira, quando um torcedor com uma criança no colo imitou um macaco em direção ao meia Figueiredo. Além disso, o atacante Luighi (foto) relatou ter sido chamado de “macaco” ao deixar o campo, o que levou à paralisação momentânea da partida. O jogador, de 18 anos, ficou abalado e chorou ao relatar o ocorrido.
Com informações de O Globo
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