A integração entre ônibus intermunicipais da Baixada Fluminense e o sistema BRT no Rio está no radar da prefeitura e do governo do estado. As duas partes discutem um acordo que pode viabilizar a conexão entre os sistemas. A informação é da coluna do Ancelmo Góis, do jornal O Globo.
O acordo, que deve ser assinado ainda nesta semana, deve valer para linhas que passam pela Rodovia Presidente Dutra e atendem cidades como Nova Iguaçu, Mesquita, São João de Meriti e Belford Roxo.
A proposta prevê a adoção de uma tarifa única, permitindo que passageiros dessas linhas utilizem também o BRT, além dos ônibus municipais e do VLT, dentro de um mesmo sistema de integração.
Para viabilizar o modelo, o governo do estado deverá autorizar a alteração dos itinerários das linhas intermunicipais, que passariam a fazer parada no Terminal BRT Metropolitano Pedro Fernandes, em Irajá. A prefeitura ficaria responsável pela operação da integração com o sistema municipal.
Com a mudança, parte dos ônibus intermunicipais deixaria de rodar na cidade do Rio. A estimativa é de que cerca de 50 linhas sejam retiradas de circulação da capital.
Projeto de integração da prefeitura foi suspenso pelo governo no mês passado
A integração entre os sistemas esbarra em um histórico recente de conflito entre estado e município.
Em março, a prefeitura tentou colocar em operação uma linha do chamado BRT Metropolitano, ligando Mesquita ao Terminal de Irajá. A iniciativa, no entanto, foi barrada pelo Departamento de Transportes Rodoviários do Estado (Detro-RJ), que autuou veículos e chegou a rebocar ônibus no primeiro dia de funcionamento.
Na época, o órgão estadual sustentou que a operação de linhas intermunicipais é de competência exclusiva do estado, o que abriu um embate com a prefeitura. O então prefeito Eduardo Paes (PSD) criticou a ação e acusou o Detro de dificultar a integração do transporte na Região Metropolitana.
Após o episódio, as duas partes chegaram a um acordo provisório para a operação de linhas experimentais entre a Baixada e o terminal em Irajá. A integração tarifária, no entanto, não avançou e segue suspensa.
Agora, a nova negociação tenta superar o impasse e viabilizar, de forma definitiva, a conexão entre os sistemas.






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