Prefeitura do Rio testa integração de ônibus com a Baixada e amplia estudos do BRT

Ônibus da Mobi-Rio são usados em Nova Iguaçu para planejar ligação metropolitana e reforçar projeto de mobilidade entre capital e Baixada Fluminense.

A Prefeitura do Rio iniciou, em janeiro, uma nova etapa de estudos para ampliar a integração do transporte público entre a capital e a Baixada Fluminense. Ônibus alugados pela Mobi-Rio, empresa municipal que administra o BRT, circularam por bairros de Nova Iguaçu até o terminal em construção no Trevo das Margaridas, em Irajá, como parte do planejamento do futuro BRT Metropolitano.

Segundo o município, os veículos foram usados exclusivamente para levantamentos técnicos, reconhecimento de rotas e coleta de dados operacionais. A iniciativa faz parte do esforço da gestão para desenhar um modelo de transporte mais eficiente, capaz de reduzir o tempo de deslocamento de quem sai da Baixada em direção ao Rio.

A prefeitura informou que os testes ajudam a mapear a demanda e a ajustar o projeto de integração, que pretende reorganizar os fluxos de passageiros e melhorar a conexão com o BRT Transbrasil, um dos principais corredores expressos da cidade.

Testes técnicos para planejar a integração regional

Sem logomarca e sem transportar passageiros, os coletivos foram usados no que os técnicos chamam de “corrida de linhas”, etapa comum em projetos de expansão e reorganização de sistemas de transporte. Funcionários da Mobi-Rio acompanharam os trajetos para avaliar tempos de viagem, condições das vias e pontos de parada.

Os percursos incluíram regiões como Cabuçu e Vila de Cava, em Nova Iguaçu, até o futuro Terminal Margaridas, que ainda está em obras. O objetivo é garantir que, quando a integração sair do papel, a operação já esteja ajustada à realidade da região.

Os ônibus utilizados fazem parte de um lote de 25 veículos alugados pela prefeitura por 24 meses, ao custo de R$ 26,5 milhões, para dar suporte às operações do BRT e a projetos de expansão e melhoria do sistema.

Diálogo institucional e planejamento do sistema

O Departamento Estadual de Transportes Rodoviários (Detro) informou que notificou a Secretaria Municipal de Transportes para tratar da questão formal da competência sobre linhas intermunicipais. O órgão destacou que o estado prepara a primeira licitação dessas linhas e que o processo poderá prever acordos operacionais com municípios.

A prefeitura, por sua vez, reforça que a iniciativa tem caráter técnico e de planejamento, voltado justamente para viabilizar uma integração futura organizada e dentro das regras. A expectativa é que, com a conclusão das etapas legais, seja possível estruturar um modelo cooperativo entre estado e municípios.

No campo político, aliados do prefeito Eduardo Paes avaliam que o projeto também sinaliza uma aposta em soluções metropolitanas para a mobilidade, tema central para milhões de passageiros que se deslocam diariamente entre a Baixada e a capital.

Mais conexão e menos tempo de viagem

O plano do BRT Metropolitano prevê que pelo menos 300 ônibus por dia passem a deixar passageiros no Terminal Margaridas, em vez de seguir até a região central do Rio. A partir dali, os usuários fariam a conexão direta com o BRT Transbrasil, reduzindo tempo de viagem e sobrecarga em corredores tradicionais.

O Terminal Margaridas terá 63 mil metros quadrados e recebe investimento de R$ 54 milhões. A obra é considerada estratégica para reorganizar o fluxo de quem vem da Baixada e melhorar a distribuição de passageiros na rede de transporte da capital.

Paralelamente, a prefeitura segue trabalhando na reorganização do sistema municipal e na preparação de novas licitações para as linhas de ônibus, com a meta de modernizar a operação e aumentar a qualidade do serviço ao longo dos próximos anos.

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