Como os candidatos ao governo do RJ querem combater roubos e furtos nos cartões-postais
Reportagem Especial

Como os candidatos ao governo do RJ querem combater roubos e furtos nos cartões-postais

Três dos principais corredores de circulação do Rio, os bairros do Centro, Copacabana e Barra da Tijuca expõem desafios para o próximo governador quando o assunto é segurança

Faz anos que os bairros do Centro, Barra da Tijuca e Copacabana, acumulam índices de roubos e furtos de celulares e outros bens, como mostram dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). Seja pelos vazios urbanos que se instalam à noite na região central ou pela dupla movimentação carioca e estrangeira que percorre o coração da Zona Sul, uma coisa é fato: a população anda atenta aos códigos de perigo. Esse cenário integra o conjunto de desafios que aguarda o próximo governador do Rio.

Seja nessas três regiões e outros bairros que também lideram os índices de roubos e furtos de rua, especialmente na Zona Norte, as ruas impõem cautela. E os moradores, assim como transeuntes, já aprenderam a aprimorar algumas habilidades “anti-roubo”. Esconder celulares em locais menos óbvios. Evitar colares, joias e acessórios de valor ao andar nas ruas. E selecionar trechos e períodos do dia específicos que fogem à criminalidade.

“Eu nunca fui vítima de roubo ou furto em Copacabana, mas já vi algumas vezes pessoas pegando o celular e saindo correndo, principalmente no verão. E também já estive no meio de um arrastão na rua, que também roubaram pessoas à minha volta, mas não me roubaram. No verão é bem recorrente”, contou a moradora Isabela Barbosa, de 23 anos, à Agenda do Poder.

Há quatro anos, Copacabana concentrava mais da metade dos casos de crimes contra turistas na capital, de acordo com um estudo detalhado levantado em 2022 pela Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), com apoio de instituições estaduais e corporações municipais.

Parte da Área Integrada de Segurança Pública (AISP) 19, que abrange Copacabana e o Leme, a região registrou 569 furtos em julho de 2026, contra 567 no mesmo mês de 2025, um aumento de cerca de 0,3%.

Megashow da cantora Lady Gaga na Praia de Copacabana reuniu público estimado em 2,1 milhões de pessoas | Crédito: Alexandre Macieira / Riotur

Mais turistas = mais segurança 

Moradora desde que nasceu da Rua Domingos Ferreira, paralela à Avenida Atlântica, Isabela disse à Agenda do Poder que os momentos em que o bairro recebe maior fluxo de turistas e visitantes estrangeiros também são as ocasiões em que a região recebe maior policiamento.

“Quando tem algum megaevento, o bairro fica muito, muito policiado e aí você consegue andar tranquilamente. Tem basicamente um carro de polícia a cada esquina, principalmente perto da praia, que é onde os megaeventos geralmente acontecem. E assim que eles acabam, a gente sente também muita diferença, porque aí muda muito.”

Estudiosos de segurança pública afirmam que essa lógica é legítima. Segundo o professor do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF) Lenin Pires, o aumento do fluxo, ao contrário do que pode-se pensar, não necessariamente produz um aumento proporcional dos crimes. 

Isso porque a realização de grandes eventos em Copacabana vem acompanhada pela mobilização de mais agentes e recursos de inteligência, o que acaba alterando as condições para a atuação dos criminosos. 

“O que a gente percebe é que há momentos em que aumenta o grau de policiamento, até chegar em situações como, por exemplo, os shows que acontecem em Copacabana, onde vai acontecer alguma coisa ou outra, mas os crimes quando turistas não são tão absurdos. E deveria, porque dois milhões de pessoas. Mas não acontece. Por quê?”, questiona. 

“O policiamento nesses dias envolve um contingente maior de policiais, envolve questões de inteligência, de identificar os fluxos dos criminosos que são conhecidos. Isso é muito importante: as pessoas que atuam no roubo a transeunte, roubo de celular, roubo de turista, essas pessoas são conhecidas, elas são acompanhadas”.

Lenin Pires, especialista em segurança pública

Motivação, meios e oportunidade

Antes de definir o modelo de segurança ideal para coibir esses delitos nessas regiões, é preciso falar sobre o que motiva esses crimes. Para entender a dinâmica de uma ocorrência, é preciso levar em conta três elementos: motivação, meios e oportunidade.

Segundo o antropólogo Paulo Storani, ex-capitão veterano do Batalhão de Operações Especiais (Bope), a presença de pessoas, as características do espaço, os horários de circulação e até os equipamentos disponíveis podem alterar a avaliação feita pelo suspeito antes da ação.

“Ao analisar uma atividade criminosa, nós podemos estabelecer três aspectos. O primeiro deles é a motivação. O segundo são os meios necessários para que o crime possa ser cometido. Isso envolve armamento, equipamento para arrombamento, o local onde está acontecendo e as pessoas que estão circulando. E o terceiro é oportunidade.”

Nesse sentido, a oportunidade, segundo Storani, também ajuda a explicar por que o policiamento ostensivo costuma ser direcionado para determinados pontos. A concentração de ocorrências em uma área pode levar à intensificação do patrulhamento. Por outro lado, há o risco de deslocar a atividade criminosa para outros locais.

“Quando falamos de policiamento ostensivo, por isso que os dados levantados, quando há uma grande concentração criminosa em determinada área, num tipo específico de crime, intensifica-se o policiamento, tentando naquele local diminuir esses indicadores. Mas também projetar como os criminosos, deixando de atuar ali pela diminuição da oportunidade, vão buscar outros locais.”‘

No caso do Centro, essa lógica depende de vários fatores. Enquanto Copacabana reúne moradores, turistas e visitantes em torno da orla e das áreas de comércio e lazer, a região central concentra trabalhadores e transeuntes durante o dia e perde parte desse movimento ao anoitecer.

Chamada de ‘gangue da bicicleta’ grupo cometia furtos à luz do dia o Centro | Crédito: Divulgação / Polícia Civil

Centro: o bairro que esvazia depois do expediente

Espaço de uma vida diurna pulsante, a dinâmica da região central da cidade é mais profunda do que parece. A área vê trabalhadores de todos os lados, que se fixam na região da Central do Brasil, na Cidade Nova e na Avenida Presidente Vargas, além daqueles que usam o espaço como via de passagem.

É justamente esse “vai e vem” acelerado, o grande responsável por impedir que a sensação de pertencimento seja cultivada nesse espaço. Isso porque, quando o expediente termina, parte desse fluxo desaparece e algumas ruas passam a ser tomadas pelo vazio e pelo silêncio sepulcral.

Essa impressão é o que passa pelas lentes do professor Jorge Garrido, 45, que mora na região há 35 anos. Para ele, a Avenida Rio Branco é um dos trechos sensíveis que evita sempre ao anoitecer.

“A sensação de segurança é de sempre precisar estar alerta. Nos horários de movimento, atento a possibilidade de batedores de carteira, roubos rápidos e nos períodos das ruas vazias, atento nas ruas desertas e uma possibilidade de roubos através de motoqueiros ou grupos de infratores que agem em conjunto”, descreveu.

Diante dessa mudança de fluxo, cria-se uma espécie de janela para a atuação criminosa. Ao mesmo tempo em que empresas e instituições localizadas no Centro reforçam a proteção de seus próprios espaços durante o dia, com o cair da noite as ruas perdem circulação e vigilância. É o que destaca Pires.

“A ocupação do Centro é sazonal e que não gera um certo pertencimento das pessoas. Não tem com este lugar a mesma relação que tem com um bairro propriamente dito, o que gera problema de segurança porque, com isso, não há vínculos duradouros. Vínculos afetivos, emocionais, corresponsabilidades, como acontece, ou deveria acontecer nos bairros de maneira geral”, enfatiza.

Barra da Tijuca: um bairro sem esquinas 

Se no Centro o esvaziamento após o expediente muda a dinâmica das ruas, a Barra da Tijuca vai no movimento contrário. Grandes avenidas, condomínios, centros comerciais, shoppings e áreas de lazer espalham a circulação pelo bairro, incluindo o período da noite. 

Para Lenin, a própria configuração da Barra influencia a forma como as pessoas ocupam o espaço.

“E, embora seja o lugar de vistas de dinâmicas de sociabilidade diferente, por exemplo, da Zona Sul, da Zona Norte, é quase uma cidade sem esquina, digamos assim. Você não anda por Barra da Tijuca, mas existem os quarteirões, vários condomínios. Existe uma vida noturna na Barra da Tijuca, existem os ambientes de sociabilidade para além dos condomínios.”

Lenin Pires pesquisa o assunto no Instituto de Estudos Comparados em Administração de Conflitos (Ineac) | Crédito: Sofia Miranda / Agenda do Poder

O crescimento populacional e a circulação de pessoas com maior poder aquisitivo também ampliaram o interesse de criminosos, na avaliação do pesquisador. “Com esse crescimento e com a circulação de pessoas com algum poder aquisitivo, me parece natural que também isso atraia grupos interessados em fazer esse tipo de atuação”, complementa. 

Com três territórios de características distintas, surge a pergunta central: quem são os responsáveis pelos roubos e furtos que mudam de endereço, horário e método de acordo com a oportunidade?

Do flagrante ao autor: o gargalo da elucidação

Segundo os especialistas, o patrulhamento pode impedir uma ocorrência, mas não substitui o trabalho de identificar quem está por trás de uma sequência de roubos e furtos. É ai que entra a investigação, que permite observar recorrências e interromper uma atuação que pode se repetir em diferentes pontos.

“Muitas vezes são quadrilhas organizadas para essa atividade e, quando se identifica e se prende integrantes dessa quadrilha, há normalmente uma diminuição desses indicadores logo após esse acontecimento, fazendo com que outros criminosos também deixem de atuar em razão da investigação policial que já surtiu efeito, com identificação e prisão desses criminosos”, diz Storani.

No entanto, a baixa capacidade de elucidação desses crimes é um dos principais gargalos para a segurança pública, salienta o antropólogo. 

“Para termos uma ideia, o índice de elucidação de crimes como roubo e furto, respectivamente, é muito baixo. Do total dos roubos acontecidos, você consegue identificar e prender não mais do que 3,5%. Então, nós estamos falando de uma possibilidade de 96,5% de o criminoso sequer ser identificado e preso”

Quadrilhas e ‘157’: como os ladrões se organizam

Na atividade do roubo, há os batedores de carteiras, gangues que atuam de bicicletas, motos, e outros que atuam sozinhos.

“Antigamente, os criminosos se especializavam em roubar banco. Só que eles concluíram que é mais barato para eles roubar celulares: gastam menos, se expõem menos e ganham mais do que tudo que eles partilham para um assalto a banco, quando disputavam com a polícia”, aponta o comissário de polícia Daniel Gomes, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos (Draco-IE).

Depois que o celular é levado, a ocorrência dificilmente termina ali. O aparelho entra em uma cadeia que envolve receptadores, revenda e, em alguns casos, até a saída do país, explica o autor de Manual de Homicídio.

“A cadeia do roubo e furto de celular tem até trânsito nacional. Há celulares que vão para países da África. Porque eles sabem que os IMEIs, que são os ‘chassis’ dos aparelhos, estão sendo registrados no Brasil e, com isso, esses celulares ficam marcados para serem reutilizados.”

Na Polícia Civil, a Operação Rastreio busca coibir a cadeia criminosa de roubo e furto de celulares e a receptação desses materiais | Crédito: Divulgação / Polícia Civil

A velocidade dessa cadeia dificulta a recuperação dos aparelhos e amplia o número de envolvidos no crime. É essa estrutura que transforma o roubo de rua em um negócio, na visão do especialista. Na ponta da rua, porém, a dinâmica pode ser bem menos organizada, com os chamados 157 (tipficação do crime de roubo).

Ainda assim, conforme recupera Lenin, a segurança pública tem mapeado um outro movimento. Mesmo esses que operam sozinhos e não são necessariamente ligados a um grupo mais organizado, como o tráfico ou a própria milícia, têm se submetido ao pagamento de taxas provenientes dos roubos.

“Tráfico é tráfico, ladrão é ladrão. Mas cada vez que as operações policiais causam prejuízo, acaba que os grupos armados entendem que a sua presença numa localidade faz a proteção de todos, inclusive do bandido. Então, cada vez mais eles passam a cobrar por essa custódia”, declara Lenin.

Nesse cenário, o efeito produzido é justamente de mais roubos, para compensar a perda de faturamento.

“Se eu roubava 10, agora tenho que pagar os caras também, então vou roubar 15. Há uma conexão nesse sentido, de aumentar o grau de violência, o grau de sequestros, de bens, de acordo com essas dinâmicas que aí sim já envolvem esses grupos armados”.

No final das contas, o que precisa estar no plano dos candidatos?

Para Aldenilson dos Santos Vitorino Costa, professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e pesquisador do sistema de monitoramento do Civitas, da Prefeitura do Rio, o uso de dados pode ajudar a identificar padrões e orientar a distribuição dos recursos.

Ainda assim, não basta reunir informações de ocorrências, como horários e locais. Mais que isso, é preciso saber o que se procura antes de cruzá-las, diz o pesquisador.

“Não é o cruzamento de dados, por si, que evidencia coisas, por assim dizer. Ao contrário, é a gente conseguir perceber, a partir de perguntas direcionadas, como esses dados podem ser cruzados e apontar elementos.”

Na prática, isso significa transformar o registro de uma ocorrência em uma pergunta de segurança pública. A tecnologia não substitui a estratégia, mas pode ajudar a encontrar os padrões.

“Quando a gente está pensando os dados, ou uma gestão movida a dados, essa gestão altera a forma tradicional de entender ocorrências, horários, locais, fluxos, que altera a forma de entender o dado. Para, a partir daí, perceber o que eu consigo enxergar por meio desses dados, o que exige eu ter um objetivo”, explica o pesquisador, que acrescenta:

“E aí fica a questão: qual é o objetivo da segurança pública?”

Aldenilson dos Santos Vitorino Costa, professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Agenda do Poder ouviu as propostas dos candidatos a governo do Rio | Crédito: Reprodução

Para Lenin Pires, a presença ostensiva é importante, mas precisa estar combinada a outros mecanismos de segurança, principalmente o compartilhamento de informações. O problema, segundo ele, é que cada força trabalha com informações próprias e os dados não circulam entre as instituições.

“E resultado, qual é o grande problema? É que esses conhecimentos muitas vezes não são partilhados. A Polícia Militar tem um conjunto de dados sobre isso, a Polícia Civil tem o seu conjunto, mas dentro das delegacias e dos batalhões também existem grupos diferentes que não compartilham uns com os outros”, expõe Lenin.

Na concepção de Storani, ao falar dos planos que deve ter um governador do estado, ele precisa, necessariamente apontar como irá mobilizar suas instituições dentro da segurança pública, sem deixar de lado a humanidade.

“A questão do sistema penal estadual é uma coisa muito sensível. Precisa, primeiro, dar dignidade ao preso, porque isso tem a ver com dignidade humana. Tem a ver com o que ele fez, mas tem a ver que, depois de identificado, preso e condenado, ele cumpra essa pena, que precisa ser dura para ter o efeito desejado, mas nas condições de dignidade que sejam respeitada”, defende.

E o que os candidatos propõem?

Na outra ponta, as candidaturas ouvidas pela reportagem apresentam estratégias diferentes para enfrentar os roubos e furtos de rua. Entre os 8 candidatos procurados, responderam até o fechamento desta reportagem os pretendentes André Marinho (Novo), Cyro Garcia (PSTU), Douglas Ruas (PL) e William Siri (PSOL). A reportagem não conseguiu localizar a assessoria do Coronel Busnello (Missão). Leia na íntegra: 

Cyro Garcia (PSTU):

Cyro Garcia, do PSTU | Crédito: Divulgação

“Não basta simplesmente colocar mais polícia nas ruas. É preciso enfrentar as causas sociais da violência, como o desemprego, a miséria e a precarização da vida. Defendemos investimentos em emprego, renda e serviços públicos, além do combate ao crime organizado. Na segurança pública, propomos uma polícia civil unificada, desmilitarizada, democrática e sob controle da população. É possível garantir a segurança de pedestres e turistas sem transformar trabalhadores, negros e pobres em alvo da violência policial.”

Douglas Ruas (PL):

“Nosso plano prevê um Mapa Único de Manchas Criminais, reunindo dados da Polícia Militar, Polícia Civil e do sistema de segurança para identificar microterritórios, horários e modalidades de maior incidência. A partir disso, vamos reorganizar o policiamento por quadrantes e ampliar o Segurança Presente, com bases definidas pelos pontos quentes de criminalidade. Em regiões de grande circulação, como Copacabana, Centro e Barra, isso significa policiamento ostensivo direcionado por dados, mais efetivo nas ruas, integração das câmeras públicas e privadas e resposta rápida das polícias. Também vamos reforçar a investigação para identificar e prender grupos especializados em roubos e furtos de celulares e receptadores.”

Douglas Ruas, do PL | Crédito: Divulgação

William Siri (PSOL):

William Siri, do PSOL | Crédito: Divulgação

“Em nosso governo, vamos criar o Programa Estadual de Combate ao Roubo e Furto de Celulares. Esse programa vai instituir um protocolo obrigatório para atuação imediata das forças de segurança na recuperação de aparelhos subtraídos, através do rastreamento dos dispositivos por meio do número de IMEI. Quando for identificada a sua utilização por terceiros, essa pessoa será intimada para a entrega voluntária do aparelho na delegacia. Dessa forma, iremos acabar com o mercado de celulares roubados.”

André Marinho (Novo):

André Marinho, do Partido NOVO | Crédito: Reprodução – Redes sociais

“Roubo de rua é crime de segundos, e a resposta do Estado tem que ser medida em segundos também. Por isso vou ampliar o Grupamento Tático de Motociclistas, o GTM, das atuais 6 equipes para 30, cobrindo toda a Região Metropolitana em 12 meses e começando pelos corredores de maior circulação e incidência. A moto vence o engarrafamento da Presidente Vargas e chega à transversal de Copacabana antes que o ladrão vire a esquina, e cada equipe cobre uma área muito maior do que uma viatura presa no trânsito.

Também vou acabar com o policiamento que trata a cidade como se fosse uma coisa só. O problema do Centro é o furto na hora do almoço e na saída do trabalho, o de Copacabana é o roubo na orla e nas transversais à noite, o da Barra é o ponto de ônibus e a saída do shopping. Vamos trabalhar com metas regionalizadas, com horário, ponto de incidência e padrão criminal definindo onde o efetivo fica, e o comandante de cada área vai ser cobrado pelo resultado da sua área, não por uma média estadual que esconde tudo.

Nas regiões turísticas, segurança é política econômica. O Rio vende a imagem mais bonita do mundo e entrega medo na chegada, e o turista assaltado não volta e ainda leva a história para fora. Cada visitante que desiste é quarto de hotel vazio, é garçom com menos gorjeta, é vendedor de mate na praia com menos cliente, é menos dinheiro no bolso de quem vive do turismo e mais desculpa para político mamateiro dizer que a culpa é do mundo.

A régua do meu governo vai ser simples. O morador e o turista têm que voltar a andar pelas ruas do Rio sem esconder o celular e sem escolher o caminho pelo medo.

Eduardo Paes (PSD):

O candidato Eduardo Paes (PSD), embora não tenha respondido ao questionamento da reportagem, já havia comentado publicamente sobre o assunto. Para combater o roubo de cargas, ele defendeu policiamento baseado em dados e a recriação da Secretaria de Segurança Pública e ações contra o financiamento do crime organizado.

*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes

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