Farmácias, supermercados, academias e outros estabelecimentos de grande circulação poderão se transformar em pontos de prevenção à hipertensão no Estado do Rio. A Assembleia Legislativa (Alerj) aprovou em segunda discussão, nesta terça-feira (11), uma proposta que estimula a realização periódica e gratuita de aferição da pressão arterial nesses locais.
O texto cria o Programa Estadual “Comércio Consciente: Pressão em Dia”, voltado à prevenção e à conscientização sobre a hipertensão arterial por meio de parcerias entre o poder público, estabelecimentos comerciais e outras instituições. Como passou pela segunda discussão, a medida seguirá para análise do governador, que poderá sancioná-la ou vetá-la.
De autoria da deputada estadual Giselle Monteiro (PL), o projeto de lei 5.642-A/25 busca incentivar a população a acompanhar regularmente a pressão arterial e ampliar as possibilidades de identificação precoce da hipertensão.
Participação será facultativa
Pela proposta, os estabelecimentos participantes serão estimulados a promover, pelo menos uma vez por mês, ações gratuitas para aferição da pressão arterial em suas dependências.
A adesão, no entanto, não será obrigatória. Estabelecimentos comerciais, instituições privadas e outras entidades poderão participar por meio de parcerias com o poder público ou desenvolver as atividades por iniciativa própria.
As ações deverão respeitar as normas sanitárias e ser realizadas com a participação de profissionais legalmente habilitados.
Além da aferição da pressão, o programa pretende ampliar a divulgação de informações sobre fatores associados à hipertensão, como alimentação inadequada, sedentarismo e automedicação.
A proposta parte do princípio de que a oferta do serviço em locais frequentados diariamente pela população pode facilitar o acompanhamento da pressão arterial e contribuir para que pessoas procurem atendimento de saúde quando forem identificadas alterações.
De farmácias a igrejas
O texto estabelece uma lista ampla de espaços que poderão aderir à iniciativa. Entre eles estão supermercados, farmácias, centros comerciais, academias, feiras e outros estabelecimentos com grande circulação de pessoas.
Instituições de ensino, igrejas e associações comunitárias também poderão participar. A proposta permite ainda a adesão de empresas privadas interessadas em desenvolver a iniciativa como parte de suas ações de responsabilidade social.
O programa prevê que essas instituições atuem como parceiras na promoção de atividades de prevenção e conscientização, sem estabelecer participação compulsória.







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