Nestor Cerveró, ex-diretor da área Internacional da Petrobras, é o mais recente delator da Operação Lava Jato a solicitar ao ministro Dias Toffoli, do STF, a anulação de todos os atos da operação que o envolvem. A defesa de Cerveró apresentou o pedido nesta quinta-feira (26), argumentando que ele deve ser tratado da mesma forma que outros delatores, como Marcelo Odebrecht e Raul Schmidt, que tiveram decisões favoráveis nos últimos meses. A informação é de Guilherme Amado, em Metrópoles.
O pedido da defesa se baseia em diálogos revelados entre procuradores da Lava Jato e o ex-juiz federal Sergio Moro, que foram acessados por um hacker e apreendidos pela Polícia Federal na Operação Spoofing, em 2019. Segundo os advogados, Cerveró teve seus direitos violados e foi alvo de um conluio entre a força-tarefa e Moro, o que comprometeu a legitimidade do processo.
Cerveró foi preso em Curitiba entre janeiro de 2015 e junho de 2016, e sua delação não foi formalizada no Paraná, mas sim na Procuradoria-Geral da República (PGR) em Brasília, em novembro de 2015, quando devolveu cerca de R$ 18 milhões à Petrobras. Se Toffoli não acolher o pedido de anulação, a defesa solicita que o ministro tome uma iniciativa própria para cancelar todos os atos da Lava Jato que o atingem.





