Os bloqueios de bens determinados no âmbito do caso Master já somam pelo menos R$ 125,6 milhões, considerando as decisões do ministro André Mendonça, relator do inquérito até este sábado, 12, no Supremo Tribunal Federal (STF).
As medidas atingiram ao menos 12 empresas e 15 pessoas. Entre os nomes alcançados está o senador Jaques Wagner (PT-BA), que teve R$ 5,9 milhões em bens bloqueados por determinação de Mendonça.
Jaques Wagner teve R$ 5,9 milhões bloqueados
O bloqueio envolvendo Jaques Wagner é uma das medidas tomadas durante a investigação do caso Master. De acordo com informações divulgadas pelo Valor, o valor dos bens atingidos no caso do senador chega a R$ 5,9 milhões.
O nome de Wagner também aparece em documentos da investigação relacionados a uma negociação imobiliária. Segundo a Polícia Federal, operadores ligados ao Banco Master discutiram a compra de um apartamento de cerca de R$ 2,45 milhões, em Salvador, que seria destinado à filha do senador. Wagner confirmou que havia feito o pedido para ajudar a filha.
A investigação também identificou mensagens e relações entre Wagner e pessoas ligadas ao grupo de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Documentos sobre o caso foram parcialmente tornados públicos por decisão de Mendonça, em meio à discussão no STF sobre o acesso aos dados da investigação.
Bloqueios alcançam empresas e pessoas
O levantamento das decisões do relator aponta que as medidas patrimoniais alcançaram pelo menos 12 empresas e 15 pessoas. A soma dos valores chega a R$ 125,6 milhões.
Os bloqueios fazem parte das medidas adotadas no curso do inquérito que apura fatos relacionados ao Banco Master e às pessoas e empresas que aparecem nas investigações.
O caso envolve diferentes frentes de apuração, incluindo suspeitas relacionadas às operações financeiras do banco e às relações mantidas por seu controlador, Daniel Vorcaro, com empresários, políticos e outras pessoas investigadas.
Investigação segue no Supremo
A divulgação de parte dos documentos provocou uma disputa interna no STF. O presidente da Corte, Edson Fachin, determinou que Mendonça ampliasse o acesso aos documentos, enquanto outros ministros questionaram a divulgação parcial das informações.
A Procuradoria-Geral da República também pediu acesso integral aos documentos da investigação. Segundo a PGR, o acesso completo é necessário para que os ministros possam analisar adequadamente os processos relacionados ao caso Master.
Os bloqueios de bens são medidas tomadas durante a investigação e, isoladamente, não representam condenação ou conclusão definitiva sobre responsabilidade criminal dos atingidos.
O presidente do STF, Edson Fachin, assumiu a relatoria do caso Moraes e suas supostas relações e mensagens com Daniel Vorcaro, que estava nas mãos de Mendonça, e vai a sessão plenária na terça-feira, 15.







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