Após a conclusão do julgamento dos assassinos confessos da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, ocorrido na Justiça do Rio de Janeiro, o processo que investiga os possíveis mandantes do crime também se aproxima da conclusão no Supremo Tribunal Federal (STF).
Na quinta-feira, os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados a 78 anos e 59 anos de prisão, respectivamente. Os dois fecharam acordos de delação premiada e confessaram a participação no crime.
Já no STF são cinco réus: o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio (TCE-RJ) Domingos Brazão, o deputado federal Chiquinho Brazão (Sem partido-RJ), o ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa, o policial militar Ronald Paulo Alves Pereira e o ex-assessor do TCE Robson Calixto da Fonseca. Todos negam a participação no crime e se dizem inocentes.
Os irmãos Brazão, Rivaldo e major Ronald foram denunciados por homicídio qualificado contra Marielle e Anderson, além de tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves, que sobreviveu. Já os Brazão e Fonseca, conhecido como Peixe, foram denunciados por organização criminosa.
Na terça-feira, foi encerrada a fase da instrução da ação penal, com o depoimento das testemunhas de acusação e de defesa e dos cinco réus. Agora, tanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) quanto as defesas poderão pedir diligências, para as coletas de novas provas.
Após a realização dessas diligências, o relator, ministro Alexandre de Moraes, vai abrir o prazo para as alegações finais. Em seguida, a PGR apresenta suas conclusões. Com isso, o julgamento já pode ser marcado. A expectativa é que isso ocorra no primeiro semestre de 2025.
As ações penais que tramitam no STF são julgadas nas turmas, compostas por cinco ministros cada, e não no plenário. Neste caso, fazem parte da Primeira Turma, além de Moraes, os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Luiz Fux.
Com informações do jornal Estado de São Paulo, Estadão





