Durante seu depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (21), o deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) elogiou a vereadora Marielle Franco (PSOL), a quem considera uma vítima de “maldade”. Chiquinho, que é réu em uma ação penal na qual é acusado de ser um dos mandantes do assassinato de Marielle, negou as acusações e enfatizou sua boa relação com a parlamentar.
“É uma maldade o que fizeram. (Marielle tinha um) futuro brilhante, sem dúvida nenhuma”, afirmou Chiquinho, que era vereador no Rio de Janeiro na época do crime, em 2018. Ele também lamentou: “Ela era uma vereadora muito amável. A gente sempre teve uma boa relação”.
Chiquinho é co-réu com o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão, seu irmão, e o delegado Rivaldo Barbosa. Os três estão presos preventivamente desde março, sob suspeita de terem ordenado a morte de Marielle, o que negam veementemente.
Durante o depoimento, Chiquinho chorou ao falar de sua família e reconheceu uma “discordância momentânea” com Marielle sobre um projeto de lei de regularização de imóveis, que a Polícia Federal (PF) considera um dos motivos do crime. “Nós tivemos uma discordância momentânea, mas uma discordância. Foi só aquilo, momentâneo, passou”, explicou. Ele disse que a vereadora o procurava frequentemente para conversar e que sua relação era “muito boa”.
Chiquinho: Domingos Brazão “não sabia da existência” de Marielle
O ex-policial militar Ronnie Lessa, que confessou ser o autor do crime, apontou Chiquinho e outros como mandantes. Chiquinho negou conhecer Lessa e sugeriu que ele poderia ter mencionado os nomes como forma de “proteger” alguém. “Não tem uma explicação a não ser que ele esteja protegendo alguém e seguiu esse caminho”, afirmou.
Além disso, o deputado disse que Domingos Brazão “não sabia da existência” de Marielle antes do crime: “Meu irmão não sabia da existência da vereadora. Ele não conhecia, ele não sabia da existência dela”.
Com informações de O Globo





