O julgamento dos acusados pela morte de Henry Borel voltou a ser marcado por momentos de forte tensão emocional neste domingo (31), durante o depoimento da babá Thayná de Oliveira Ferreira, uma das testemunhas mais aguardadas do caso. Em determinado momento da audiência, ela se inclinou em direção à própria advogada e afirmou em voz baixa: “Eu preciso sair daqui. Eu não estou bem”.
A declaração ocorreu após uma sequência de questionamentos envolvendo a defesa de Monique Medeiros, a acusação e a própria testemunha. O clima no plenário ficou ainda mais carregado à medida que a babá detalhava episódios que, segundo ela, considerava preocupantes envolvendo Henry e o então vereador Dr. Jairinho.
Durante o depoimento, Thayná afirmou que relatava a Monique, em tempo real, situações que presenciava no apartamento e que classificava o que acontecia com Henry como uma espécie de “tortura”. A defesa de Monique passou então a questionar a conduta da babá, sugerindo que ela teria permanecido inerte diante dos fatos que dizia considerar graves.
A testemunha respondeu que também sentia medo e nervosismo diante das situações que presenciava.
“Eu também ficava nervosa, assim como o Henry”, declarou.
Thayná afirmou ainda que nunca presenciou uma agressão física diretamente, mas disse ter observado circunstâncias que a deixavam alarmada, como momentos em que a criança permanecia trancada em um quarto com Jairinho, além de marcas no corpo do menino.
Segundo a babá, ela chegou a sugerir que Monique instalasse câmeras no apartamento para registrar o que acontecia e também para protegê-la.
“Eu pedi para ela colocar câmeras”, afirmou.
A testemunha reiterou que Monique tinha conhecimento das situações relatadas e que recebia mensagens sobre os episódios envolvendo Henry.
O ambiente no tribunal ficou ainda mais tenso quando uma discussão entre integrantes da acusação e da defesa aconteceu diante dos jurados. O assistente de acusação Cristiano Medina e o advogado Hugo Novais, que atua na defesa de Monique Medeiros, protagonizaram uma troca de acusações em tom elevado, apontando dedos um para o outro.
A juíza Elizabeth Machado Louro precisou intervir para restabelecer a ordem no plenário.
O julgamento de Jairinho e Monique Medeiros pela morte de Henry Borel já dura três dias e segue sendo acompanhado com grande expectativa devido aos depoimentos considerados decisivos para o desfecho do caso.






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