Caso dos corpos mumificados no Salgado Filho pode ser investigado em CPI na Câmara do Rio

Requerimento protocolado pelo vereador Rogério Amorim (PL) conta com 11 das 17 assinaturas necessárias para protocolar a comissão. Assunto será tema de audiência pública na Casa

O caso dos quatro corpos encontrados mumificados no necrotério do Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, no início de outubro, pode ser alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara do Rio. O vereador Rogério Amorim (PL), líder do partido na Casa, apresentou um requerimento para a instalação da comissão e está em fase de coleta de assinaturas dos colegas.

De acordo com parlamentar, o intuito é investigar se houve ocultação de cadáveres e fraude processual até prevaricação e interferência de grupos armados na rede municipal de saúde. “O caso revela um crime institucionalizado de invisibilidade humana”, disse Amorim.

Se instalada, a CPI também deverá apurar se há situações semelhantes em outros hospitais do Rio. Para receber sinal verde, são necessárias 17 assinaturas. O documento conta, até o momento, com o apoio de 11 vereadores.

Audiência pública 

Enquanto busca os apoios restantes, o vereador convocou uma audiência pública para debater o caso. A reunião da Comissão Permanente de Segurança e Ordem Pública será realizada já nesta quinta-feira (23), às 10h, com representantes do Instituto Médico Legal (IML) e da Polícia Civil.

O caso

O episódio veio à tona no início do mês, em uma operação da Polícia Civil que investigava fraude processual e vilipêndio de cadáver. Na ação, os agentes encontraram quatro corpos, alguns mumificados e em avançado estágio de decomposição. A suspeita era de que o hospital estaria atrasando a comunicação de óbitos às autoridades.

Na época, a Secretaria Municipal de Saúde negou que houvesse atraso na comunicação de óbitos. A pasta afirmou que, na data da operação da Polícia Civil, apenas dois corpos estavam no necrotério: um em processo de identificação e outro aguardando remoção para o IML.

A SMS disse que o hospital não tinha interesse em atrasar a identificação de nenhum corpo, afastou a funcionária responsável pelo setor e determinou a abertura de uma sindicância interna para apurar o caso.

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