O governo do presidente Donald Trump afirmou nesta terça-feira que está determinado a “usar toda a força americana” para enfrentar o presidente Nicolás Maduro e as alianças criminosas que o cercam. Essas declarações foram feitas pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt à imprensa, gerando ainda mais tensão na relação entre os dois países.
Na mesma semana, os Estados Unidos deslocaram três destróieres equipados com sistema de mísseis guiados Aegis — USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson — para o sul do Caribe, em ações que Washington afirma visar conter ameaças de cartéis de drogas. As embarcações devem permanecer na região por vários meses, segundo fontes militares.
Recompensa recorde e acusações formais
Em uma escalada simbólica e prática, os EUA dobraram a recompensa para US$ 50 milhões por informações que levem à prisão ou condenação de Maduro — valor superior ao oferecido na década passada pelos atentados de 11 de setembro. A procuradora-geral Pam Bondi classificou o líder venezuelano como “um dos maiores narcotraficantes do mundo” e o acusou de representar uma grave ameaça à segurança nacional.
Maduro já era formalmente acusado desde março de 2020 — ainda no primeiro mandato de Trump — de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e uso de armas, acusações reforçadas ao longo dos governos subsequentes.
Resposta de Caracas: “ameaça bizarra de um império em declínio”
Em pronunciamento público, Nicolás Maduro defendeu-se sem mencionar diretamente os navios de guerra: a Venezuela “defenderá nossos mares, nossos céus e nossas terras” e denuncia o que chamou de “a ameaça bizarra e absurda de um império em declínio.
O regime chavista também classificou a recompensa como uma “oferta desesperada ao estilo de western hollywoodense” e um ato de injerência, declarou o ministro da Defesa Vladimir Padrino. Outros líderes chavistas reagiram afirmando que “cada vez que alguém lhes incomoda, eles o rotulam como chefe do cartel de los Soles”.
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