Será um salto que partirá de 395 metros de altitude, entre o Pão de Açúcar e o Morro da Urca. Radical? Com certeza! É o que promete ser a tirolesa do Parque Bondinho Pão de Açúcar, já em construção e com previsão de ser inaugurada no início do segundo semestre deste ano.
A tirolesa terá 755 metros e a velocidade máxima será de 100 km/h
Serão quatro vias de descidas paralelas, com partidas e chegadas em plataformas próximas às estações do teleférico.
De capacete e proteção facial, o aventureiro vai se acomodar numa cadeirinha de tecido ultrarresistente, presa por equipamentos de ponta aos cabos.
Nenhum objeto solto será permitido, para não haver risco algum de que caia lá de cima. Óculos, carteiras e chinelos serão guardados numa mochila acoplada à cadeirinha da tirolesa.
O passeio será acessível a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
A capacidade da tirolesa não passará de 100 pessoas por hora.
Serão 52 empregos diretos gerados.
Na futura atração, os visitantes vão percorrer 755 metros pelos ares, içados por cabos, numa descida de aproximadamente 50 segundos, podendo atingir a velocidade máxima de 100km/h. A nova forma de vivenciar as maravilhas do Rio, segundo os idealizadores do projeto, ressignificará o turismo com um convite a uma aventura segura, sustentável e acessível a todos.
Há críticos da interferência no monumento natural. Mas o CEO do parque, Sandro Fernandes, assegura que todas as licenças necessárias foram obtidas junto a órgãos como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com os impactos do empreendimento estudados e debatidos.
Ele detalha que a tirolesa, um investimento de R$ 50 milhões, terá quatro vias de descida paralelas, com partidas e chegadas em plataformas próximas às estações do teleférico.
Os cabos, diz o executivo, serão quase imperceptíveis na panorâmica da cidade, com 15 milímetros de diâmetro, bem menos que os 50 milímetros que sustentam o bondinho. Já as sensações provocadas por essa viagem pelo cartão-postal devem ser daquelas que ficarão marcadas para sempre na memória.
— Lá do alto, vai se descortinar a cidade mais linda do mundo, com suas praias e montanhas. Será uma imersão também no ambiente da Mata Atlântica, que na década de 1970 já não existia no parque, mas que reflorestamos. Fizemos uma simulação com drone, e posso garantir: será um passeio tranquilo e suave — afirma Fernandes sobre a descida, que terá controle magnético da velocidade.
Um grupo que inclui montanhistas, porém, tem se oposto à obra, com argumentos como a interferência na paisagem e a alegação de que faltariam informações suficientes sobre o projeto.
As contestações deram origem a um abaixo-assinado. “Será que o número de turistas atraídos compensa o impacto ambiental na unidade de conservação? E o impacto na vizinhança, foi avaliado? A própria estrutura de transporte para o topo comporta o impacto do público?”, questiona o documento.
Anteontem, um ofício da Secretaria municipal do Ambiente e Clima (Smac) chegou a determinar que parte da obra — a perfuração de rochas — fosse paralisada até que seja obtido um nada a opor da Geo-Rio.
O Parque Bondinho Pão de Açúcar reitera que “apenas uma das atividades foi suspensa para análise de informações complementares”. Já a secretária da pasta, a arquiteta Tainá de Paula, explica que, desde o início de janeiro, cinco vistorias foram realizadas no local. Circunstancialmente, nas mais recentes, verificaram-se perfurações que não estavam previstas no projeto. Por isso, diz ela, foi pedido um novo laudo.
— Redobramos a fiscalização da Patrulha Ambiental. E vamos acompanhar com rigor obras num patrimônio tão emblemático para o Rio — afirma Tainá. — Do ponto de vista urbanístico, as obras estão de acordo com os parâmetros da prefeitura.
Sobre preocupações da vizinhança a respeito da poluição sonora da tirolesa, a secretária lembra que o projeto promete capacetes acústicos para reduzir ruídos dos gritos dos visitantes, enquanto se espera que o barulho da operação do maquinário não se distingua do que ocorre hoje com os bondinhos.
Além disso, lembra que a supressão de vegetação para as obras não é significativa, mas que, em compensação, está em curso um processo de reflorestamento e recuperação ambiental no local.
Com informações do Globo online.






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