Na corrida final para as eleições de domingo (10) em Portugal, o líder do partido de ultradireita Chega, André Ventura, ofendeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante um comício, afirmando que, se eleito primeiro-ministro, proibirá a entrada do brasileiro no país para as celebrações dos 50 anos da Revolução dos Cravos – evento que marcou o fim da ditadura lusitana em 25 de abril.
Ventura, cuja candidatura conta com o apoio público do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ameaçou prender Lula caso insista em visitar Portugal. O líder da ultradireita assegurou que, se ele se tornar primeiro-ministro, Lula ficará retido no aeroporto e, em caso de insistência, será encarcerado. O político provocou Lula ao afirmar que “isso não será uma grande novidade para ele”, lembrando o período em que o ex-presidente brasileiro ficou preso por 580 dias em Curitiba.
Ventura expressou sua determinação afirmando que, neste país, eles ainda decidem quem entra e quem não entra, declarando: “Corruptos já temos cá muitos, não precisamos que venham mais de fora.”
Além da ameaça a Lula, o líder da ultradireita também manifestou a intenção de restringir a entrada do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, durante sua visita ao Brasil. Ventura destacou que Sánchez só será permitido entrar quando necessário, alegando que não desejam que ele visite frequentemente.
O Chega deve sair fortalecido do pleito, convocado de forma antecipada após a queda do premiê António Costa, que pediu demissão em meio a uma investigação de corrupção que atingiu o núcleo do governo socialista. A sigla populista deve ampliar o número de deputados no Parlamento, consolidando ainda mais a posição de terceira força política na Casa.
Com informações da Folha de S.Paulo





