O ensino do mandarim pode se tornar uma realidade nas escolas estaduais do Rio de Janeiro. Nesta terça-feira (28), a Assembleia Legislativo (Alerj) aprovou em primeira discussão o projeto de lei 6.439/25, que prevê a inclusão do idioma na grade curricular da rede pública.
De autoria da deputada Tia Ju (Republicanos), o texto estabelece que a implementação do ensino do idioma dependerá da contratação de profissionais qualificados por meio de edital da Secretaria de Estado de Educação. Entre os critérios exigidos estão licenciatura plena em Letras com habilitação em mandarim ou certificação internacional de proficiência, como o exame HSK em nível 3.
Critérios para implementação
Pelo modelo previsto, caberá ao poder público organizar o processo seletivo e definir a oferta do ensino nas unidades escolares. A proposta também indica parâmetros mínimos de qualificação para os docentes, com o objetivo de assegurar a qualidade do ensino da língua.
Caso receba emendas parlamentares durante a tramitação, o texto poderá sofrer alterações antes de uma votação final. A inclusão do mandarim, se confirmada, passará a integrar o conjunto de disciplinas da área de linguagens.
Justificativa e contexto
A autora da proposta afirma que a medida está alinhada ao aumento da demanda por profissionais com conhecimento da língua chinesa. “Diante do crescimento da demanda por profissionais que dominam a principal língua chinesa, é fundamental que as políticas públicas acompanhem essa tendência e preparem nossos jovens para o mercado de trabalho”, destacou.
A deputada também mencionou a possibilidade de cooperação internacional para viabilizar a iniciativa. Segundo ela, o governo chinês teria sinalizado apoio, incluindo a oferta de professores qualificados. Ela acrescentou que a China mantém relação comercial relevante com o Brasil e tem participação em iniciativas culturais e educacionais no estado.





Deixe um comentário