Os parlamentares da Câmara do Rio vão realizar, no próximo dia 30, uma reunião extraordinária com o secretariado da prefeitura para discutir as políticas públicas voltadas ao comércio ambulante na cidade. O encontro, marcado para as 14h, ocorre na esteira do caso de agressão a uma artesã praticada por agentes da Secretaria de Ordem Pública (Seop) durante uma fiscalização na orla de Ipanema, na Zona Sul, que gerou forte repercussão e levou ao afastamento de agentes.
A convocação foi feita pelo presidente em exercício da Casa, Willian Coelho (DC). Foram chamados para o debate os secretários de Ordem Pública, Marcus Belchior, e de Fazenda, Andrea Senko, além de coordenadores das áreas de licenciamento, fiscalização e controle urbano. A agenda também contará com integrantes da Comissão de Finanças da Casa.
Na sessão ordinária de ontem (14), vereadores de diferentes partidos reagiram à agressão cometida pelos agentes. Os parlamentares criticaram a atuação da GM e cobraram mudanças na forma como as fiscalizações vêm sendo conduzidas na cidade. Também ressaltaram que casos como o ocorrido são recorrentes no município e destacaram a dificuldade de regularização dos trabalhadores informais.
A reunião deve ampliar a discussão para além do episódio, incluindo as regras de licenciamento, os critérios de fiscalização e o papel dos diferentes órgãos municipais no ordenamento do espaço público.
Relembre o caso da agressão em Ipanema
O episódio da agressão contra a artesã ocorreu no último domingo (12), na altura do Posto 9, durante uma fiscalização de comércio irregular na orla de Ipanema. Imagens gravadas por testemunhas mostram o momento em que a comerciante é abordada por agentes da Guarda Municipal.
Em determinado momento, uma agente puxando a mulher pelo cabelo. Nas gravações, é possível ouvir a reação de pessoas que acompanhavam a ocorrência. “O que é isso, moleque? Está puxando o cabelo da garota? Está puxando o cabelo dela?”, questiona um homem. A própria ambulante também pede para que a situação seja registrada: “Filma isso aí! Filma isso aí!”.
Após a repercussão do caso, o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) anunciou o afastamento dos agentes envolvidos e a abertura de processo administrativo para apurar a conduta dos servidores. Em vídeo publicado nas redes sociais reagindo ao episódio, o alcaide classificou a ação como “injustificável” e pediu desculpas à artesã.
A ocorrência foi encaminhada ao Juizado Especial Criminal (Jecrim), e a Guarda Municipal informou que apura o episódio internamente.






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