Brasil e outros países abandonam plenário da ONU durante discurso de Netanyahu (assista ao vídeo)

Primeiro-ministro de Israel anuncia continuidade de ofensiva militar e é criticado por inflamar conflito

Durante a Assembleia Geral da ONU nesta sexta-feira (27), a delegação brasileira, junto com representantes de outros países, deixou o plenário em protesto contra o discurso do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. O líder de extrema-direita defendeu a continuidade dos ataques de Israel no Líbano e acusou o Irã de lançar mísseis contra o país, aumentando as tensões na região.

“Não estamos só nos defendendo. Também estamos defendendo vocês contra um inimigo comum que ameaça nosso modelo de vida”, declarou Netanyahu, ao justificar a postura bélica.

O primeiro-ministro afirmou que Israel “está vencendo” a guerra e que seguirá combatendo inimigos como o Irã “até o fim”. Ele destacou que, após quase um ano de conflito na Faixa de Gaza, Israel já matou ou capturou mais da metade dos 40 mil combatentes do Hamas, organização que controla a região.

A delegação iraniana foi uma das primeiras a sair antes do início do discurso, e outras seguiram o mesmo caminho ao longo da fala do líder israelense, incluindo o Brasil, que manifestou seu descontentamento com as declarações.

Netanyahu é recebido por vaias no plenário da ONU

Netanyahu mencionou ainda a continuidade dos bombardeios no Líbano e a possibilidade de aceitar um governo local ao término da guerra em Gaza. O discurso gerou desconforto e foi recebido com vaias no plenário, obrigando o presidente da sessão a pedir silêncio.

O premiê rejeitou uma proposta de cessar-fogo conjunta apresentada por países como Estados Unidos, Reino Unido e Emirados Árabes, afirmando que a ofensiva israelense só cessará quando o Hezbollah, grupo militante libanês, deixar de confrontar Israel.

As críticas ao discurso foram imediatas. Diversas delegações acusaram Netanyahu de inflamar o conflito, e algumas chegaram a sair do plenário antes do término da fala. O primeiro-ministro citou uma passagem bíblica para justificar as ações de seu governo e reforçou que Israel não cederá enquanto considerar suas fronteiras ameaçadas.

Em paralelo, no Líbano, nove membros de uma mesma família, incluindo quatro crianças, foram mortos em Shebaa devido aos recentes bombardeios israelenses. Segundo o prefeito Mohammad Saab, ao todo, 25 pessoas morreram nos ataques. Em resposta, o Hezbollah lançou mísseis contra a cidade israelense de Haifa, aumentando a tensão na região.

Já na Faixa de Gaza, Israel atacou uma escola que abrigava milhares de palestinos, resultando na morte de pelo menos 15 pessoas e deixando 22 feridos, incluindo mulheres e crianças, de acordo com a agência Associated Press (AP).

Com informações do Diário do Centro do Mundo

Publicado por @ebc
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