As Brigadas Ezzedine al-Qassam, braço armado do Hamas, reivindicaram nesta terça-feira a autoria do atentado a tiros que matou seis pessoas em Jerusalém na segunda-feira. Até então, a liderança política do grupo havia apenas celebrado o episódio como “uma resposta natural aos crimes da ocupação” na Faixa de Gaza, sem confirmar envolvimento direto.
“As Brigadas Al-Qassam anunciam sua responsabilidade pelo ataque a tiros ocorrido ontem (segunda-feira) de manhã… nas proximidades do entroncamento do assentamento de Ramot, que se encontra nas terras da nossa amada Jerusalém”, diz o comunicado divulgado pelo grupo por meio do Telegram.
O atentado foi um dos mais letais dos últimos anos na cidade, aumentando a tensão em meio à escalada do conflito entre Israel e Hamas.
Detalhes do atentado
O ataque ocorreu em um ponto de ônibus localizado em um importante cruzamento na entrada do bairro de Ramot, em Jerusalém Oriental — região de maioria palestina, ocupada e posteriormente anexada por Israel. Dois atiradores abriram fogo contra dezenas de pessoas que aguardavam transporte no local.
Além dos seis mortos, cerca de 30 pessoas ficaram feridas e precisaram de atendimento hospitalar. As vítimas foram identificadas como cinco homens, com idades entre 25 e 79 anos, e uma mulher de 50 anos. De acordo com a imprensa israelense, três eram rabinos. Entre os feridos confirmados pelas autoridades está uma mulher grávida.
Os autores do ataque foram identificados como palestinos oriundos dos vilarejos de al-Qubeiba e Qatanna, na Cisjordânia ocupada, localizados a aproximadamente 10 km da cena do atentado. Eles portavam diversas armas, munição e facas, apreendidas pela polícia após a ação. Os dois foram mortos no local por um militar e um civil que reagiram imediatamente aos disparos.
Reações internacionais
O atentado foi amplamente condenado por países ocidentais e também pela Autoridade Nacional Palestina (ANP), que governa a Cisjordânia. O gabinete do presidente Mahmoud Abbas divulgou nota ainda na segunda-feira criticando o ataque.
A declaração ressaltou que a ANP rejeita “todas as formas de violência e terrorismo, independentemente de sua origem”. A posição busca marcar distanciamento em relação ao Hamas, com quem disputa a liderança política palestina.
Com a reivindicação formal da autoria pelo braço armado do grupo, cresce a apreensão sobre novos episódios de violência na região, já marcada por uma das mais graves ondas de confrontos dos últimos anos.






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