Um ataque a tiros em Jerusalém deixou ao menos seis mortos e mais de 10 feridos na manhã desta segunda-feira (8), segundo informações confirmadas pela polícia e por serviços de emergência de Israel. Entre os feridos, há pessoas em estado grave.
De acordo com a agência de notícias Associated Press (AP), os atiradores entraram em um ônibus e abriram fogo contra passageiros. A polícia informou que dois suspeitos foram “neutralizados” no local, mas não deu detalhes sobre suas identidades ou o estado em que se encontram.
O ataque ocorreu na entrada do bairro de Ramot, em Jerusalém Oriental, área de maioria palestina ocupada e anexada por Israel.
Investigações em andamento
Até a última atualização, não havia confirmação sobre quem estaria por trás do atentado ou qual teria sido sua motivação. O Exército israelense divulgou nota dizendo que enviou soldados para a área e que, em conjunto com a polícia, busca outros possíveis envolvidos.
O grupo militante Hamas, alvo de Israel na Faixa de Gaza, elogiou o que chamou de ação de dois “combatentes da resistência palestina”, mas não reivindicou oficialmente a autoria do ataque.
— Afirmamos que esta operação é uma resposta natural aos crimes da ocupação e ao genocídio que está sendo cometido contra nosso povo — declarou o grupo.
Clima de tensão em Jerusalém
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foi ao local do tiroteio após a situação ter sido controlada pelas forças de segurança. Netanyahu não fez declarações públicas, mas sua presença reforçou a gravidade do episódio.
O ataque acontece em meio ao prolongamento do conflito entre Israel e o Hamas, que já dura quase um ano e mantém a região em constante alerta. A violência em Jerusalém e nos assentamentos de Jerusalém Oriental tem sido um dos pontos mais sensíveis nesse cenário de instabilidade.






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