Bolsonaro ‘sara na hora’, diz Valdemar ao sugerir fim da prisão domiciliar do ex-presidente

Presidente do PL afirma que Jair Bolsonaro recuperaria a saúde ao deixar a prisão domiciliar, evita falar em perseguição ao STF e mantém aberta a possibilidade de uma candidatura presidencial em 2026

A situação jurídica de Jair Bolsonaro voltou ao centro do debate político nesta quarta-feira (8), após o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmar que o ex-presidente “sara na hora” caso deixe a prisão domiciliar. A declaração foi dada em Brasília, após um almoço promovido por frentes parlamentares ligadas ao agronegócio, ao empreendedorismo, ao comércio e ao livre mercado.

Ao comentar o estado de saúde de Bolsonaro, Valdemar atribuiu as dificuldades enfrentadas pelo ex-presidente ao momento judicial. Segundo ele, o desgaste emocional provocado pela prisão domiciliar e pelos processos em andamento seria o principal fator para a condição de saúde do aliado.

Questionado sobre uma eventual melhora caso Bolsonaro deixasse a prisão, o dirigente respondeu que o ex-presidente “sairia pulando de alegria” e que “sara na hora”.

Além da saúde, Valdemar voltou a defender que ainda não considera encerrada a possibilidade de Bolsonaro disputar a Presidência da República em 2026, apesar da inelegibilidade e das ações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Para justificar sua avaliação, comparou o cenário ao retorno político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lembrando que poucos imaginavam sua candidatura após o período em que permaneceu preso.

Durante a fala, Valdemar citou o ministro Edson Fachin, destacando que foi a decisão do magistrado que permitiu a retomada dos direitos políticos de Lula. O dirigente afirmou que, na sua avaliação, mudanças jurídicas podem ocorrer ao longo do tempo.

O presidente do PL também saiu em defesa de Bolsonaro ao comentar a operação da Polícia Federal realizada nesta quarta-feira para apreender armas que, segundo determinação do STF, deveriam ter sido entregues. Valdemar afirmou que o ex-presidente não cometeu irregularidades e disse que Bolsonaro “cumpre todas as determinações do Supremo”.

Ao ser perguntado se considera que Bolsonaro é alvo de perseguição, o dirigente evitou utilizar essa expressão. Segundo ele, prefere preservar a relação institucional com o STF e afirmou que seu advogado recomenda evitar conflitos com a Corte. Ainda assim, declarou enxergar um “excesso de preocupação” por parte do ministro responsável pelo caso, acrescentando que esse é um direito do magistrado e que o partido deve agir com paciência diante da situação.

As declarações reforçam a estratégia do comando do PL de manter Bolsonaro como principal referência política da legenda, mesmo diante das restrições judiciais e das incertezas sobre sua participação nas eleições presidenciais de 2026.

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