Apesar da escalada de tensão entre Brasil e Estados Unidos após o anúncio de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros feito pelo presidente Donald Trump, o mercado financeiro voltou a reduzir a expectativa para a inflação em 2025. A nova projeção consta no Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central, que capta semanalmente as estimativas de economistas e analistas do setor privado.
A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, passou de 5,18% para 5,17%. Embora a redução seja marginal, ela confirma a tendência de desaceleração observada nas últimas semanas, mesmo diante das incertezas externas provocadas pelas novas barreiras comerciais impostas por Washington.
O Boletim também trouxe um ajuste para baixo na expectativa de cotação do dólar em todos os anos do cenário considerado relevante pelo mercado. A moeda estadunidense, que chegou a ultrapassar R$ 5,60 na cotação intradiária logo após o anúncio das tarifas, fechou a semana passada em estabilidade, com os analistas prevendo uma trajetória mais controlada nos próximos anos.
Para 2025, a projeção para o câmbio recuou de R$ 5,70 para R$ 5,65. Para os anos seguintes, o mercado estima dólar a R$ 5,70 em 2026 (ante R$ 5,75), R$ 5,71 em 2027 (contra R$ 5,75 anteriormente) e R$ 5,70 em 2028 (ante R$ 5,86).
Crescimento e juros mantidos
O relatório também mostrou estabilidade nas previsões para outros indicadores-chave da economia. A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 segue em 2,23%, sem alteração em relação ao relatório anterior
A projeção para a taxa básica de juros (Selic) também foi mantida em 15% ao ano, refletindo a expectativa de uma política monetária mais cautelosa diante do cenário internacional e das pressões inflacionárias residuais.
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