Bets contestam BC e dizem que beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 210 milhões, e não R$ 3 bi, com apostas

Estudo de empresas afirma que retorno de prêmios a quem apostou não foi considerado

Um estudo realizado pela LCA Consultoria Econômica, a pedido do setor de apostas, revelou que beneficiários do Bolsa Família teriam gasto R$ 210 milhões em apostas online durante o mês de agosto, e não R$ 3 bilhões, como sugeriu a nota técnica do Banco Central. O valor de R$ 210 milhões foi calculado levando em conta o retorno dos prêmios, que segundo o setor, não foi incluído na análise da entidade monetária.

O Banco Central estimou que R$ 3 bilhões foram transferidos por meio de Pix dos beneficiários do programa para plataformas de apostas, mas o setor argumenta que parte significativa desse valor foi devolvida aos jogadores na forma de prêmios.

O levantamento das bets considera três fatores: o valor enviado às plataformas, os prêmios devolvidos aos jogadores e os valores retidos pelas operadoras para taxas e apostas futuras.

Bets dizem que taxa e retorno ao jogador é de 93%

Segundo a análise, a taxa de retorno ao jogador (RTP) é de 93%, o que significa que, em média, para cada R$ 100 apostados, R$ 93 voltam para os jogadores vencedores. O estudo sugere que os R$ 210 milhões são a quantia final gasta pelos beneficiários após o retorno dos prêmios.

A nota técnica do Banco Central não comentou a devolução dos prêmios e considerou uma margem de lucro de 15%, o que poderia elevar os gastos para R$ 450 milhões, caso essa porcentagem fosse usada como base. No entanto, o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) contesta essa análise, argumentando que a competição entre operadoras faz com que as apostas retornem valores maiores aos jogadores.

O Banco Central não comentou diretamente as conclusões do estudo encomendado pelo setor de apostas.

Com informações da Folha de S.Paulo

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