Às vésperas do feriado de 1º de maio e com a expectativa de receber cerca de dois milhões de pessoas para o show de Shakira, o Governo do Rio reforçou a fiscalização nas principais portas de entrada da capital. A ação, coordenada pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) e pelo Procon-RJ, ocorreu entre ontem e esta terça-feira na Rodoviária Novo Rio e nos aeroportos Santos Dumont e Galeão.
A operação contou com apoio do Detro, Detran-RJ, Polícia Militar (BPTur), ANTT e IPEM. O objetivo foi coibir irregularidades no transporte de passageiros e garantir a segurança de turistas e moradores durante o período de grande circulação.
Prisões e irregularidades na rodoviária
Na Rodoviária Novo Rio, uma passageira foi presa em flagrante por crime sanitário ao transportar medicamentos para emagrecimento sem procedência e sem nota fiscal. Segundo os agentes, foram encontradas oito caixas de substâncias usadas em tratamentos para perda de peso, que seriam comercializadas ilegalmente no estado.
A mulher estava em um veículo que operava transporte irregular, simulando corrida por aplicativo fora da plataforma. O automóvel apresentava diversas infrações e foi removido. Motorista e passageira foram encaminhadas à delegacia.
Ainda no terminal, fiscais identificaram problemas em ônibus de viagem. Um coletivo com destino a São Paulo foi impedido de sair por falhas no sistema de monitoramento e lanternas queimadas. Outro, que seguiria para Araruama, foi retirado de circulação por defeito no elevador de acessibilidade. Veículos de aplicativo também foram interditados por más condições, como pneus desgastados e documentação irregular.
Aeroportos têm prisões e autuações
Nos aeroportos, a fiscalização resultou na prisão de um motorista no Galeão por uso de documento falso. Ele utilizava um crachá irregular de guia turístico para oferecer transporte clandestino. O suspeito já tinha histórico de reincidência.
A concessionária responsável pelo aeroporto foi autuada novamente por falhas na fiscalização interna, após permitir a atuação de serviços irregulares. O caso está sob análise dos órgãos de defesa do consumidor.
O secretário de Defesa do Consumidor, Rogério Pimenta, afirmou que a operação busca proteger passageiros de práticas ilegais. “O consumidor precisa ter segurança ao contratar serviços. Irregularidades colocam em risco tanto o bolso quanto a integridade física das pessoas”, destacou.
Fiscalização mira segurança e consumo
Além das prisões, agentes identificaram veículos com inspeções vencidas, ausência de autorização para transporte e pneus em condições inadequadas. A operação também flagrou irregularidades que vão além do trânsito, como a venda clandestina de produtos que afetam diretamente a saúde.
Resumo das ações:
- Prisão de passageira por transporte ilegal de medicamentos
- Detenção de motorista por uso de documento falso
- Remoção de veículos irregulares e transporte clandestino
- Ônibus impedidos de circular por falhas de segurança
- Interdição de carros com pneus desgastados e licenciamento vencido
- Autuação da concessionária do Galeão por falhas na fiscalização
- Identificação de crimes sanitários e irregularidades documentais






Deixe um comentário