Carrinhos com bandeiras do Chile tomam a Avenida Atlântica, oferecendo micheladas, pisco sour e outros drinks. A tradicional caipirinha divide espaço com as bebidas típicas, acompanhadas de reggaeton e alto astral, mas também provocando críticas.
Turismo em alta impulsiona informalidade
O crescimento de turistas chilenos no Rio, 30,97% maior entre janeiro e agosto de 2025, trouxe a expansão dos vendedores ambulantes. A ampliação de voos contribuiu, mas também intensificou a informalidade e disputas com quiosques.
Movimento noturno e lucro extra
Após 22h, quando quiosques desligam o som por decreto, ambulantes ocupam ruas próximas à praia, vendendo drinks até a madrugada. Preços variam de R$ 20 a R$ 60 em copos, enquanto garrafas de pisco chegam a R$ 250. Brasileiros e chilenos aproveitam a demanda crescente para faturar, com alguns chegando a R$ 10 mil por mês.
Conflito com quiosques e moradores
Vendedores formais reclamam da concorrência. “Pagamos impostos e aluguel, eles vendem ao lado e saem correndo quando aparece fiscalização”, diz Mário Norberto, do Posto 4. Moradores pedem ação da prefeitura, apontando incômodo e desordem na orla.
Fiscalização em alerta
Seop, Guarda Municipal e Ivisa-Rio afirmam que fiscalizações ocorrem regularmente, mas o fenômeno chileno ainda persiste, mostrando a força do “turista-empreendedor” na orla mais famosa do Brasil.






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