Deputados da base governista se reuniram logo após a sessão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), nesta quinta-feira (16), para alinhar os últimos detalhes da eleição para a presidência da Casa, marcada para esta sexta-feira.
A expectativa entre os parlamentares é de que o deputado Douglas Ruas (PL) alcance mais de 40 votos, repetindo o desempenho da votação anterior, que acabou suspensa pela Justiça.
Na ocasião, Ruas havia recebido 45 votos, em um cenário marcado pelo boicote da oposição, que não participou do pleito. A tendência, porém, é de que a mesma estratégia seja adotada novamente caso o modelo de votação seja mantido.
Voto aberto gera impasse
O principal ponto de tensão gira em torno da forma de votação. Uma frente parlamentar de partidos da oposição já sinalizou que não deve participar caso o voto seja aberto. Integrantes da base, no entanto, afirmam que esse modelo segue o regimento interno da Casa e deve ser mantido.
Um dos deputados que participou da reunião desta quinta-feira defendeu a manutenção do formato. “Por que os deputados que votaram aberto nas últimas eleições agora estão questionando a forma? Isso é casuísmo eleitoral do PSD. Se for secreto, perde mais ainda”, afirmou.
Expectativa de consolidação da vitória
Com a possibilidade de um novo boicote da oposição, a base trabalha com a projeção de vitória confortável para Douglas Ruas. A avaliação interna é de que, mesmo com eventual ausência de adversários no plenário, o número de votos deve superar a maioria simples necessária.
Além da eleição em si, há um movimento articulado para, uma vez confirmada a escolha do novo presidente, avançar na recomposição da linha sucessória do estado, que se tornou um dos principais temas políticos no Rio de Janeiro nas últimas semanas.
Cenário estadual e decisão do STF
A discussão sobre a sucessão no estado está diretamente ligada à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a permanência do governador interino, o desembargador Ricardo Couto, no cargo até a conclusão do julgamento sobre o mandato-tampão.
Interlocutores do Palácio Guanabara afirmam que Couto já teria sido informado por ministros da Corte de que deve permanecer na função por um período prolongado, diante da baixa probabilidade de definição do caso a tempo de viabilizar eleições diretas.
Desde que assumiu, Couto vem promovendo uma série de medidas administrativas, como exonerações, suspensão de licitações e abertura de auditorias, o que tem gerado apreensão entre setores políticos.
“Hoje há um liminar determinando o desembargador Ricardo Couto permaneça. Não há entendimento no STF de interromper a linha sucessória”, afirmou um parlamentar envolvido nas negociações.






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