O ator Marcos Henrique Jr. relatou nas redes sociais que sua casa foi atingida por pelo menos cinco disparos durante a operação da Polícia Militar no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, nesta segunda-feira (28).
Morador da Maré e integrante do elenco das séries ‘Arcanjo Renegado’, do Globoplay, e ‘Impuros’, da Disney+, Marcos contou que os disparos começaram por volta de 1h15. A ação aconteceu contra criminosos do Terceiro Comando Puro (TCP). Ele mostrou o rastro de sangue que ficou no local.
Veja o vídeo:
“Ninguém dormiu aqui na Maré. A operação policial começou 1h15 da manhã, com muitas pessoas na rua. Eu desci aqui agora, porque deu uma acalmada, mas [foi] muito tiro”, disse o ator.
Sobre a operação
A ação da PM deixou três suspeitos mortos, segundo a corporação. Pelo menos 16 pessoas foram presas e um adolescente apreendido. Oito dos detidos ficaram feridos e precisaram de atendimento médico. Um policial também se feriu.
Entre o material apreendido estão 12 fuzis, oito pistolas, granadas, munições e carregadores. A PM também informou ter recuperado seis veículos e apreendido 83 quilos de drogas.
A operação provocou ainda a suspensão das aulas em 41 escolas municipais da região. Na manhã desta terça-feira (29), as unidades operam normalmente, conforme informou a Secretaria Municipal de Educação.
A Polícia Militar foi procurada sobre reforço policial nesta manhã, mas apenas respondeu que não há ocorrências na região.
Ônibus são usados como barricada
Na manhã seguinte aos confrontos, dois ônibus que transportavam cerca de 120 alunos da Escola Eleva, da Barra da Tijuca, foram tomados por criminosos na Linha Vermelha. Os estudantes seguiam para uma excursão e ninguém ficou ferido.
Os veículos foram parados nas proximidades do acesso à Rodovia Washington Luís, na divisa entre o Rio e Duque de Caxias. Os motoristas foram obrigados a atravessar os ônibus na pista para bloquear a via e tiveram as chaves retiradas.
O Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) informou que a ação pode ter sido uma represália à operação na Maré. A suspeita é de que os criminosos tenham criado a barricada para dificultar o trânsito e atrair policiais para fora da comunidade.
A Polícia Civil também apura se a ordem para tomar os ônibus partiu de Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, apontado como chefe do TCP e foragido da Justiça.







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