A cassação de quatro deputados federais promete incendiar o clima político em Brasília nesta semana. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu pautar para esta quarta-feira (10) a votação que poderá resultar na perda do mandato de Carla Zambelli (PL-SP), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Glauber Braga (Psol-RJ). Já o caso de Alexandre Ramagem (PL-RJ) deve ficar para a semana seguinte, segundo informou o site Metrópoles, fonte das informações.
O movimento coloca o plenário da Casa diante de decisões com grande impacto político. As situações, porém, são distintas. Zambelli e Ramagem tiveram o mandato cassado pelo Supremo Tribunal Federal, mas é a Câmara quem dará a palavra final ao votar se acata ou não a determinação da Corte. Ambos enfrentam desgaste crescente e pressão de aliados, que buscam minimizar os danos.
Eduardo Bolsonaro, por sua vez, responde a um processo administrativo por faltas sucessivas. Autoexilado nos Estados Unidos, o deputado poderá perder o mandato por decisão da Mesa Diretora, sem necessidade de votação nominal no plenário.
O deputado do Psol será julgado pelos próprios colegas sob acusação de quebra de decoro parlamentar após uma briga com um militante. O episódio gerou forte reação interna e dividiu a Casa, ampliando a lista de casos explosivos a serem enfrentados nesta reta final do ano legislativo.
Hugo Motta também anunciou para esta terça-feira a votação do chamado PL da Dosimetria, que reduz penas para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. A proposta reacendeu o debate sobre responsabilização, anistia e pressão sobre o governo federal.
Com quatro processos de cassação em fila e um projeto sensível na pauta, a Câmara se prepara para uma das semanas mais tensas do ano. O resultado poderá redefinir forças políticas, afetar o bolsonarismo no Congresso e reacender disputas internas entre partidos.






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