O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) registrou na noite desta terça-feira (9) um boletim de ocorrência contra o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e contra a Polícia Legislativa. O parlamentar foi retirado à força da cadeira da presidência da Casa após permanecer no posto por cerca de uma hora. O registro foi feito na 5ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal.
PSOL amplia denúncias e fala em violência política
Além de Glauber, as deputadas Sâmia Bomfim e Célia Xakriabá também formalizaram boletins de ocorrência. Segundo Sâmia, os três parlamentares irão acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por lesão corporal e violência política de gênero.

A deputada Sâmia Bofim durante o exame no Departamento Médico da Câmara — Foto: Reprodução
Tumulto provoca ferimentos e acusações de silenciamento
Durante o conflito, Glauber teve o paletó rasgado e afirmou ser alvo de tentativa de silenciamento.
“Pedi apenas que o presidente Hugo Motta tivesse 1% do tratamento que deu a quem ocupou a Mesa Diretora por 48 horas. Fiquei menos de uma hora e já fui retirado à força. Se acham que isso vai me calar, estão enganados”, declarou.
Glauber enfrenta processo de cassação
O deputado responde a um pedido de cassação por quebra de decoro parlamentar, acusado de empurrar e chutar um integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) durante protesto no Congresso, em abril de 2024.
Motta anuncia votações de cassação na próxima semana
Mais cedo, Hugo Motta afirmou que o plenário deve apreciar, na próxima semana, os processos de cassação de Glauber, Carla Zambelli (PL-SP), Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Os casos de Glauber e Zambelli ainda passarão pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de irem ao plenário.
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