André Mendonça barra campanha paga do PL contra Lula na internet

Tribunal entendeu que a legislação eleitoral impede o impulsionamento pago de conteúdo negativo contra adversários políticos

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a suspensão do impulsionamento pago de uma campanha digital promovida pelo Partido Liberal (PL) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato à reeleição.

A decisão atende a um pedido apresentado pela Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, que questionou a veiculação de anúncios patrocinados nas redes sociais com conteúdo considerado negativo em relação ao presidente. As informações são de Bela Megale, colunista de O Globo.

Decisão do TSE

Na decisão, Mendonça estabeleceu que o PL interrompa o impulsionamento do material em até 24 horas. O magistrado também proibiu a contratação de novos anúncios pagos com o mesmo conteúdo ou com mensagens consideradas substancialmente equivalentes.

O ministro destacou que a legislação eleitoral permite críticas e debates políticos, mas impõe restrições ao uso de recursos financeiros para ampliar conteúdos negativos direcionados a adversários.

Conteúdo questionado

A peça publicitária associava Lula a investigados criminalmente e a facções criminosas. O material também fazia referência à posição do governo sobre a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho como organizações terroristas.

Para a federação autora da ação, o conteúdo extrapolava os limites da propaganda eleitoral permitida e utilizava mecanismos de impulsionamento vedados pela legislação.

Meta é acionada

Além da determinação ao PL, André Mendonça ordenou que a Meta suspenda imediatamente os anúncios pagos relacionados ao caso.

A plataforma também deverá preservar informações e registros vinculados à campanha publicitária para eventual utilização durante a investigação e análise do processo eleitoral.

Críticas continuam permitidas

Na decisão, o ministro ressaltou que a medida não impede manifestações políticas, críticas ou debates sobre temas de interesse público.

O entendimento do magistrado é que a restrição recai especificamente sobre o impulsionamento pago de propaganda eleitoral negativa, modalidade que encontra limitações na legislação brasileira.

Caso seguirá para o plenário

A controvérsia ainda será analisada pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral. Até lá, o Partido Liberal poderá apresentar sua defesa nos autos.

A Procuradoria-Geral Eleitoral também foi acionada para acompanhar o caso e emitir parecer sobre a controvérsia.

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