Com a suspensão da greve dos motoristas do BRT, ontem (26), o serviço voltou a operar gradualmente, na manhã deste domingo. No momento, todas as linhas estão em operação. A que faz o trajeto 46 (Alvorada x Penha Expresso) foi a última que teve o serviço retomado e já está funcionando.
— Estamos operando com 75 por cento do pessoal previsto. À tarde, o efetivo vai aumentar — garantiu Cláudia Secin, presidente da Mobi-Rio, empresa pública que assumiu a gestão do BRT.
O locaute insuflado pelos empresários foi suspenso depois que o prefeito Eduardo Paes anunciou que, por ser um movimento ilegal, estava autorizado a demitir por justa causa os “grevistas”, e que começaria pelos oito motoristas que lideravam o movimento.
Em audiência virtual de conciliação realizada sábado (26), no Tribunal Regional do Trabalho, os motoristas do BRT decidiram voltar ao trabalho neste domingo.
O acordo firmado com o Sindicato dos Rodoviários e a Prefeitura do Rio prevê que o município não vai mais demitir os líderes da paralisação por justa causa e se comprometeu em reajustar salários dos rodoviários conforme o que for determinado por futuro dissídio coletivo da categoria, ainda sem data para ser concluída.
Mas, para o acordo valer, todos os motoristas devem retornar, inclusive aqueles que estão na primeira escala de trabalho do BRT neste domingo, às 3h30. Neste sábado, segundo informou o Mobi.Rio na audiência, dos 240 motoristas, apenas 17 retornaram ao serviço. Esse grupo, como divulgou a prefeitura mais cedo, permitiu que apenas dois serviços do BRT voltassem, à tarde, no corredor Transoeste.
Na segunda-feira, detalhes da negociação de sábado serão apresentados em assembleia da categoria.
No sábado, além de anunciar a demissão dos líderes de um movimento que é ilegal, Paes disse que havia solicitado ao ministro da Justiça, Anderson Torres, a entrada da Polícia Federal no caso.
Na última sexta-feira (25), uma decisão judicial já havia determinado o retorno imediato do funcionamento do sistema.






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