A Mobi-Rio, empresa pública da prefeitura que administra o BRT, vai demitir por justa causa os oito motoristas do sistema que estão liderando a paralisação induzida pelos empresários. O anúncio foi feito, na manhã deste sábado, através das redes sociais do prefeito Eduardo Paes.
Os profissionais estão em greve desde a madrugada desta sexta-feira, reivindicando melhores condições de trabalho, segurança e reajuste salarial. Todos os cerca de 200 veículos articulados que operam nos corredores Transolímpico, Transoeste e Transcarioca não estão circulando.
Na verdade, não se trata de uma genuína greve de trabalhadores, mas de um locaute, que é quando os donos das empresas forçam os empregados a parar de trabalhar para arrancar vantagens do poder público. Um movimento ilegal porque não segue os ditames da Lei de Greve.
Paes anunciou também que pediu a entrada da Polícia Federal no caso. Se a paralisação continuar, outros ônibus serão alugados pela prefeitura, garantiu..
Eis a mensagem de Eduar Paes nas redes sociais:
“Terminando agora reunião com a direção da MobiRio que cuida do BRT. Infelizmente, vamos ter que começar a fazer as primeiras demissões por justa causa em razão da ilegalidade da paralisação e do não comparecimento ao trabalho”.
Paes disse ainda que conversou com o ministro da Justiça, Anderson Torres, e pediu a entrada da Polícia Federal no caso:
“Além disso, conversei com o ministro da Justiça solicitando a entrada da polícia federal no caso uma vez que cada vez são mais fortes os indícios de crime federal de locaute. A população carioca não pode ser desrespeitada por interesses escusos. Todos os trabalhadores que estão paralisados receberam as verbas indenizatórias a que tinham direito com recursos públicos, foram recentemente contratados pela MobiRio, estão com seu salários em dia e a paralisação já foi considerada ilegal pelo Justiça do Trabalho”.
(Com informações do Extra)






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