Aliados de Bacellar se reúnem para contabilizar votos para reverter a prisão; CCJ pode ter sessão extraordinária nesta sexta-feira

STF e PF confirmam comunicado ao Parlamento e votação que pode suspender ou manter a prisão deve ocorrer nesta sexta-feira

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) já foi notificada sobre a prisão preventiva do presidente Rodrigo Bacellar (União Brasil), determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Embora a Alerj ainda não confirme oficialmente o recebimento, tanto o STF quanto a Polícia Federal asseguram que a comunicação foi entregue ao Parlamento por meio da corporação.

Precavidos, deputados da base se reuniram na tarde desta quinta-feira (04) para garantir uma votação tranquila e, até o momento, conseguiram o apoio de 41 parlamentares para reverter a prisão.

Mesmo sem a íntegra do processo do Supremo Tribunal Federal (STF), os trâmites internos foram acionados. A Procuradoria-Geral da Casa emitirá um parecer com base na notificação da PF para ser encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça.

A CCJ, por sua vez, deve se reunir em sessão extraordinária nesta sexta-feira (05) para analisar a documentação e seguir com o projeto para o plenário.

Movimentação interna e disputa de votos

A votação final dos 69 deputados deve ocorrer entre segunda-feira ou terça-feira da próxima semana. A avaliação predominante entre os aliados é que é possível suspender a prisão preventiva imposta na quarta-feira (03). Em reunião realizada nesta tarde, líderes contabilizaram o apoio necessário para derrubar a decisão.

No encontro, entretanto, o PL apresentou divisão interna. Parte dos deputados optou por não declarar voto e decidiu aguardar orientação do presidente regional da legenda, o deputado federal Altineu Côrtes. A indefinição expõe a disputa política em curso e adiciona tensão ao processo.

Um aliado de Bacellar alerta que a insistência do STF e da PF em confirmar a notificação pode servir como estratégia para desgastar o Legislativo no momento em que cresce a expectativa pela possível liberação do presidente afastado.

Esquerda também tenta fechar posição

Parte da oposição, que também se reuniu nesta quinta-feira, sinalizou que votará pela manutenção da prisão. O encontro foi no gabinete de Élika Takimoto (PT).

Estiveram presentes Marina do MST e Verônica Lima, também do PT; Flávio Serafine, Renata Souza, Yuri Moura e Professor Josemar, todos do Psol; Dani Balbi e Lilian Behring, ambas do PCdoB; e Carlos Minc (PSB).

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