As principais companhias aéreas brasileiras anunciaram nesta quarta-feira (29) medidas excepcionais para passageiros com voos de ou para o Rio de Janeiro, após a megaoperação policial que resultou em mais de 100 mortes nos complexos da Penha e do Alemão. Latam, Gol e Azul emitiram comunicados sobre as novas políticas de remarcação e cancelamento de passagens, informa o g1.
Remarcação sem multa e crédito futuro
A Latam informou que passageiros com voos entre os dias 28 e 30 de outubro, nos aeroportos do Galeão (Tom Jobim) e Santos Dumont, poderão alterar suas passagens sem multa. No entanto, a empresa ressalta que pode haver cobrança de diferença tarifária, conforme a classe de tarifa original. Também é possível solicitar reembolso conforme as regras do bilhete. As alterações devem ser feitas pelo site da companhia, na área “Minhas Viagens”, ou junto à agência emissora.
A Gol adotou uma política mais ampla: clientes com voos previstos entre 28 e 30 de outubro podem remarcar sem custo adicional. Segundo a companhia, o comunicado foi enviado diretamente aos passageiros com partidas ou chegadas no Rio, oferecendo a remarcação gratuita até o dia 30.
A Azul, por sua vez, afirmou que suas operações seguem normais, mas decidiu flexibilizar casos individuais “por liberalidade”. A empresa permitirá remarcações mediante disponibilidade de assentos, além de oferecer a opção de cancelamento com o valor integral convertido em crédito para uso futuro.
Impactos nos aeroportos do Rio
A decisão das companhias ocorre em meio à instabilidade causada pela operação policial que mobilizou mais de mil agentes nas zonas Norte e Leste da capital. O Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) e o Santos Dumont, no Centro, registraram atrasos e maior fluxo de remarcações de última hora.
Passageiros relataram dificuldades para chegar aos terminais devido aos bloqueios em vias de acesso, principalmente na Linha Vermelha, uma das principais ligações entre o Galeão e a zona sul do Rio.
Contexto da crise
A operação, batizada de “Contenção”, deixou 121 mortos e provocou forte reação de órgãos públicos e entidades de direitos humanos. O governo estadual e a Polícia Militar justificaram a ação como resposta a ataques de facções criminosas que vinham promovendo confrontos armados e bloqueios de vias desde o início da semana.






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