A advogada Selma Elizabeth Blum foi retirada do plenário do Tribunal do Júri, nesta quarta-feira (28), durante o julgamento do caso Henry Borel, no Rio de Janeiro. A decisão foi determinada pela juíza Elizabeth Machado Louro após a suspeita de que a profissional estaria observando anotações feitas pelos jurados ao longo da sessão.
A retirada aconteceu por volta das 15h40 e foi realizada por um policial militar. Antes da determinação, a magistrada já havia advertido a advogada de que ela seria retirada caso voltasse a ser vista acompanhando o material utilizado pelos jurados durante o julgamento.
Selma Elizabeth Blum negou qualquer irregularidade e afirmou que estava no plenário apenas para acompanhar a sessão, sem ligação com as partes envolvidas no processo. Segundo ela, sua presença ocorreu a convite de um promotor amigo.
Advogada nega irregularidade durante julgamento
A advogada declarou que jamais tentaria acessar informações relacionadas aos jurados e afirmou que se sentiu constrangida com a situação ocorrida dentro do plenário.
“Jamais faria isso. Honro minha classe e a classe de todos os advogados. Estou junto com um promotor amigo meu, que não é ligado às partes. Vim apenas acompanhar a sessão”, afirmou.
Selma também negou ter feito anotações ou tentado visualizar qualquer material reservado aos jurados. Segundo ela, o episódio foi interpretado de maneira equivocada pela magistrada.
“Achei exagerado. Fui humilhada e não merecia passar por isso”, declarou a advogada após deixar o plenário.
Sessão do caso Henry segue com relatos de violência
O julgamento do caso Henry Borel chegou ao quarto dia com novos depoimentos envolvendo acusações de violência atribuídas ao ex-vereador Jairinho.
Durante a sessão, filhos de ex-namoradas relataram episódios de agressão física. Uma mulher que manteve relacionamento com Jairinho também afirmou ter sido dopada e estuprada pelo ex-parlamentar.
O caso Henry Borel segue sendo acompanhado de perto pela opinião pública devido à repercussão nacional das acusações envolvendo a morte do menino, ocorrida em 2021.
Caso Henry Borel continua mobilizando o Tribunal do Júri
O julgamento reúne testemunhas, advogados, representantes do Ministério Público e familiares envolvidos diretamente no processo que investiga a morte de Henry Borel.
Monique Medeiros e o ex-vereador Jairinho respondem por acusações relacionadas à morte da criança, em um dos casos criminais de maior repercussão no país nos últimos anos.
Ao longo desta semana, o Tribunal do Júri ouviu novos relatos e testemunhos considerados importantes para o andamento da ação judicial.





Deixe um comentário